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18 de agosto de 2014

Especial #25: Book Haul do Primeiro Semestre de 2014

Oi, oi pessoas! Estive sumida semana passada, não é mesmo? Queria pedir desculpa por essa ausência, mas estou correndo atrás dos preparativos para minha mudança para Salvador, tudo correndo bem eu viajo na quarta-feira já. E como vêm por aí minhas primeiras semanas de aula na faculdade, eu devo me ausentar um pouco por aqui, por causa daquela correria inicial de adaptação. Mas eu estou me esforçando aqui, para programar algumas resenhas e postagens, então fiquem ligados nas notificações, okay?

Hoje eu trouxe para vocês o Book Haul do Primeiro Semestre de 2014, que eu venho prometendo há algumas semanas. Espero que vocês gostem de conhecer os mais novos membros da minha estante, meus filhotes amados! Deixem depois nos comentários se já leram algum dos livros (mas sem dar spoilers, beleza?), ou se gostariam de ler algum deles, ou se expressem da maneira como preferirem! Vou tentar não demorar muito para respondê-los!


14 de agosto de 2014

No Divã #7: Dia CHEIO de novidades para os fãs de A Seleção

Oi amigos! Hoje eu vim... surtar um pouquinho no estado #fangirl! Espero que mais pessoas venha me fazer companhia!

O dia começou com a Kiera Cass, autora da trilogia A Seleção, fazendo um movimento todo nas redes sociais (Instagram, Tumblr e Twitter) para promover a hashtag #MoreSelection. Eu fiquei com uma "pulga atrás da orelha" com essa tag. Como vocês devem saber por toda a minha "lamentação de ressaca literária" nas redes do blog e pela resenha de "A Escolha", apesar de ter ficado chateada com a pressa e atropelo agilidade da narrativa do último livro eu fiquei quase satisfeita com a conclusão da trilogia. No entanto, quando tudo "acabou" eu me senti completamente abandonada pela escrita da Kiera, pelas personagens e até pela história. Demorou para esse vazio passar. Como demorou. E o pior é que eu não esperava nada disso acontecer. Minha... consolação (?) era o conto "A Rainha" que ela anunciou que estava escrevendo para publicação.

Foi assim que tudo começou... (Foto do Instagram
da Kiera @partylikeawordstar)
Então, Kiera veio com essas novidades hoje: devíamos usar #MoreSelection nas redes para liberar os 3 primeiros capítulos de "A Rainha" E... um epílogo do epílogo de "A Escolha" (!!!!!!!!!!!!!!!!! #surtei), traduzindo, um segundo epílogo. Eu quis desesperar para saber o que esses textos revelariam, mas tinha muita coisa para fazer, então me contive. Tentei contribuir como pude com a hashtag porque sim e esperei ansiosamente. Juro, eu dei pulinhos fiz a dança da vitória quando cada texto foi liberado! 

Caso vocês não saibam do que estou falando,
ou onde estão esses textos, cliquem 
AQUI!

Então, "A Rainha" será um conto sobre a perspectiva da Rainha Amberly (mãe do Príncipe Maxon) durante a sua Seleção. Nos primeiros capítulos que foram revelados, temos uma deliciosa imersão na escrita de Kiera Cass: bem humorada, dinâmica e marcante na sua simplicidade. Algo que eu gostei bastante foi que ela trouxe um tom diferente para a voz de Amberly, gosto de como Kiera marca a personalidade dos personagens ao desenvolver narrações sobre seus pontos de vista.

Amberly é uma garota simples, doce e, como candidata da Seleção, muito preocupada com as suas origens e em se tornar notável para o Príncipe Clarkson. Somos melhor apresentados a menina que ainda se sente uma Quatro, que carrega marcas da sua Casta e da sua Província em sua saúde, e que é apaixonada pelo seu Príncipe desde os sete anos de idade. Temos então uma noção do significado da Seleção para Amberly: é a sua única chance com o alguém que ela escolheu para amar, mas ela não tem tanta "vantagem" assim.

Clarkson é um jovem confiante, galante... e distante. Pelo pouco que li, ele é bastante diferente de Maxon, mesmo passando pela "mesma situação". Aliás, eu fiquei um tanto cismada. Quando Clarckson finalmente nota Amberly ele parece fascinar-se por ela, mas aí é como se ele "descobrisse" essa devoção que ela lhe nutre e testasse isso (?). Não sei se me fiz compreensível, mas é que o Príncipe faz alguns pedidos que Amberly atende prontamente, coisas simples, mas ele parece satisfeito com a pronta-resposta. E aí eu fiquei incomodada, seria por realmente notá-la ou seria por considerá-la "fácil de lidar"? Eu sei... todos esses questionamentos dentro de apenas três capítulos... Mas precisamos considerar minha bagagem com o Rei Clarkson, é inevitável pesá-la com o Príncipe Clarkson!

O que mais...? Ah! A diferença da família real. Notável. A mãe de Clarkson, Rainha Abby, foi Selecionada para se casar com o Príncipe Justín Illéa, então ela se tornou a rainha, mas o rei "faleceu muito jovem" e para não perder a Coroa Abby se casou com Porter Schreave (primo do rei) e dessa união nasceu Clarkson. É notável que esse histórico de tragédia/rumor de conspiração/jogo político na família faz com que ela seja pouco harmoniosa. A Rainha Abby não é nada simpática, o Rei Porter vive com a cabeça enfiada nas papeladas e leva o filho pelo mesmo caminho! Do mais, a relação entre as selecionadas neste caso é bem mais tranquila e amigável em comparação com a "Turma do Maxon". 

Bom, estou falando para caramba, mas mesmo apenas três capítulos me trouxe muitos pensamentos. O que eu achei mais interessante em notar é que Amberly, no início, era uma garotinha apaixonada e inocente, bem diferente da Rainha sábia e maternal que conhecemos em "A Seleção", então essa diferença me deixou muito curiosa para saber como ela evoluiu nesse sentido, o quanto dessa mudança poderemos ler ao longo de "A Rainha" que é apenas um conto, então eu não vejo a hora de lê-lo!


Agora... sobre o epílogo do epílogo! Desculpem eu não resisto em fazer esse trocadilho. Eu não quero contar muito. Sério, estragaria todo o prazer da leitura. Então vou dizer apenas: se passa dois anos após o epílogo de "A Escolha", podemos ver mais sobre a vida de casados de América e Maxon, mas temos uma boa noção de tudo o que aconteceu com outros personagens como: Marlee e Carter, Aspen e Lucy, May e Magda, Mary e Paige. Temos muitas novidades! É tudo o que posso dizer. Ah! E se passa durante uma festa no palácio. Pronto. Agora leiam! Sim está em inglês, mas não tenham dúvidas que em questão de horas haverá uma tradução em algum lugar fiquem ligados na página do blog no facebook

Um dia de fortes emoção para os #Selectioners, não? E quando todo mundo achou que "isso era tudo pessoal" Kiera estoura uma grande novidade! Estão sentados? É bom que estejam. Lá vai: Haverá 2 livros a mais para a (antes trilogia) série A Seleção! Momento para surtar!


Está foi uma imagem publicada pela
página do facebook da Audrey Hollister
a modelo das capas de A Seleção, nada
confirmado oficialmente aidna.

Okay, agora vamos esclarecer um pouco mais. Kiera fez um vídeo anunciando que, além de "A Rainha" haverá outro conto sob a perspectiva de Marlee!!! (Que, ao que parece será intitulado "The Favorite" ou "A favorita") E os dois contos irão integrar um próximo livro, como um "Contos de A Seleção Vol.2", além de alguns outros conteúdos bônus. \o/ E tem mais! Dada a paixão dos fãs, a todos os apelos e a nossa sede por mais Kiera irá escrever mais um livro! Ele se chamará "The Heir" (provavelmente "O Herdeiro") e irá trazer os personagens que já conhecemos e alguns outros novos personagens, além de ser sob um novo ponto de vista! Especulações? Especulações? As história tem previsão de lançamento para o próximo verão norte americano, 2015 promete para os fãs de A Seleção! Para conferir o vídeo da Kiera, veja abaixo! 

28 de julho de 2014

Interesses Literários #5


Oi amigos! Há quanto tempo não temos uma coluna dessas por aqui, não é mesmo? Adivinhem só o que aconteceu nesse período? Isso! Minha lista de livros desejados cresceu. Como vocês são espertos! Primeiramente devo confessar que alguns dos livros citados nos "Interesses Literários" anteriores já fazem parte da família feliz que é a minha estante, estou pensando em fazer um Book Haul e mostrá-los a vocês, afinal qual o propósito de uma lista de desejos senão que sejam concretizados? Mesmo que não os leia agora, com certeza o farei. Enfim, vamos ao TOP 5 dessa coluna, alguns livros que eu tenho desejado muito da Editora Seguinte.

1- Cartas de amor aos mortos - Ava Dellaira

SINOPSE: Prestes a começar o ensino médio, Laurel decide mudar de escola para não ter que encarar as pessoas comentando sobre a morte de sua irmã mais velha, May. A rotina no novo colégio não está fácil, e, para completar, a professora de inglês passa uma tarefa nada usual: escrever uma carta para alguém que já morreu. Laurel começa a escrever em seu caderno várias mensagens para Kurt Cobain, Janis Joplin, Amy Winehouse, Elizabeth Bishop… sem nunca entregá-las à professora.
Nessas cartas, ela analisa a história de cada uma dessas personalidades e tenta desvendar os mistérios que envolvem suas mortes. Ao mesmo tempo, conta sua própria vida, como as amizades no novo colégio e seu primeiro amor: um garoto misterioso chamado Sky.
Mas Laurel não pode escapar de seu passado. Só quando ela escrever a verdade sobre o que se passou com ela e com a irmã é que poderá aceitar o que aconteceu e perdoar May e a si mesma. E só quando enxergar a irmã como realmente era - encantadora e incrível, mas imperfeita como qualquer um - é que poderá seguir em frente e descobrir seu próprio caminho.

COMENTÁRIO: É um dos lançamentos mais recentes da editora, tão recente aqui quanto em seu país de origem. Soube de "Love Letters to the Dead" em uma newsletter do Goodreads e pelos comentários de alguns Booktubers, o caráter da história já me chamou a atenção. Então eu soube que seria lançado aqui e ele foi imediatamente para minha lista de desejados! Li pouquíssimos livros epistolares e esse parece ter sido muito bem desenvolvido. Vi uma resenha recente e o texto me emocionou muito, espero poder ler "Cartas de amor aos mortos" e ter uma experiência semelhante.

2- Coração de Tinta – Cornelia Funke

SINOPSE: Há muito tempo Mo decidiu nunca mais ler um livro em voz alta. Sua filha Meggie é uma devoradora de histórias, mas apesar da insistência não consegue fazer com que o pai leia para ela na cama. Meggie jamais entendeu o motivo dessa recusa, até que um excêntrico visitante noturno finalmente vem revelar o segredo que explica a proibição.
É que Mo tem uma habilidade estranha e incontrolável: quando lê um texto em voz alta, as palavras tomam vida em sua boca, e coisas e seres da história surgem como que por mágica. Numa noite fatídica, quando Meggie ainda era um bebê, a língua encantada de Mo trouxe à vida alguns personagens de um livro chamado Coração de tinta. Um deles é Capricórnio, vilão cruel e sem misericórdia, que não fez questão de voltar para dentro da história de onde tinha vindo e preferiu instalar-se numa aldeia abandonada. Desse lugar funesto, comanda uma gangue de brutamontes que espalham o terror pela região, praticando roubos e assassinatos. Capricórnio quer usar os poderes de Mo para trazer de Coração de tinta um ser ainda mais terrível e sanguinário que ele próprio. Quando seus capangas finalmente seqüestram Mo, Meggie terá de enfrentar essas criaturas bizarras e sofridas, vindas de um mundo completamente diferente do seu.

COMENTÁRIO: A primeira vez que ouvi falar em “Coração de Tinta” foi quando assisti ao filme, na época não fazia ideia de que era uma adaptação literária. Adorei a premissa da história. Depois de um tempo o nome de Cornelia Funke começou a repercutir à minha volta: amigos, blogueiros, todos admirados com a narrativa e a criatividade de Funke. Que motivo mais eu preciso para desejar ler “Coração de Tinta”? Entretanto, o livro é o primeiro de uma trilogia e eu ainda não encerrei minha cota de séries no momento, apesar de ter feito alguns progressos. Mas pretendo ler na primeira oportunidade.

3- O histórico infame de Frankie Landau-Banks – E. Lockhart

SINOPSE: Aos catorze anos, Frankie Landau-Banks era uma menina como qualquer outra. Gostava de ler, participava do Clube de Debates, cuidava de seus hamsters e era a princesinha da família. Mas, nas férias de verão, enquanto passava a maior parte do tempo no quintal, deitada na rede lendo contos de Dorothy Parker e tomando limonada, Frankie se transforma: de repente surge uma garota cheia de curvas, com uma beleza inusitada. E é com esse novo visual que, na volta às aulas para seu segundo ano na tradicional e competitiva Alabaster, Frankie deixa Matthew Livingston, o cara mais popular do colégio, de queixo caído.
Mal acreditando no que estava acontecendo, ela começa a namorar Matthew e é apresentada ao seu círculo de amigos do último ano. Frankie se apaixona não só por ele, mas também por todo aquele universo: as piadas internas, a camaradagem entre eles e a liberdade total daqueles garotos com tanto status na escola.
O único problema é que, por mais que se esforce para fazer parte daquele mundo tão atraente, Frankie está sempre se sentindo inferior aos garotos do grupo, principalmente em relação a Alfa, o melhor amigo de Matthew. A gota d’água vem quando ela descobre que Matthew pertence à Leal Ordem dos Bassês: uma sociedade secreta que há várias gerações prega peças pela escola - e não permite que garotas se juntem ao grupo. Mas Frankie não irá se conformar em ser deixada de fora. Inteligente, esperta e calculista, dará um jeito de manipular a sociedade secreta e provará que é muito mais do que uma menina bonita que namora um garoto popular. Entre uma pegadinha e outra, ela levantará discussões sobre gênero e poder, indivíduos e instituições, e ainda tentará descobrir se é possível se apaixonar por alguém sem abrir mão de si mesma.

COMENTÁRIO: A primeira coisa que chamou a minha atenção foi o título, depois a capa que é bastante singular. Mas a sinopse não me chamou tanta atenção, não. Achei bastante comum, até ler o que propunha sua última frase. Mas foi apenas depois de ler algumas resenhas bem interessantes que o livro entrou mesmo para a minha lista de desejos.

4- Aristóteles e Dante descobrem os segredos do universo – Benjamin Alire Sáenz

SINOPSE: Dante sabe nadar. Ari não. Dante é articulado e confiante. Ari tem dificuldade com as palavras e duvida de si mesmo. Dante é apaixonado por poesia e arte. Ari se perde em pensamentos sobre seu irmão mais velho, que está na prisão.
Um garoto como Dante, com um jeito tão único de ver o mundo, deveria ser a última pessoa capaz de romper as barreiras que Ari construiu em volta de si. Mas quando os dois se conhecem, logo surge uma forte ligação. Eles compartilham livros, pensamentos, sonhos, risadas - e começam a redefinir seus próprios mundos. Assim, descobrem que o amor e a amizade talvez sejam a chave para desvendar os segredos do Universo.

COMENTÁRIO: Também é um lançamento recente e o título com referências filosóficas chamou minha atenção, mas também repeliu um pouco meu lado “aluna que não curtia filosofia”. Mas como acontece com todos que vivem cavando a fundo o mundo dos livros eu garimpei mais informações sobre o tal livro. Uma pessoa em particular encheu tanto a bola desse livro por aí a fora que eu fui voluntariamente compelida a adicioná-lo aos meus desejados! Oi Adriano!!!

Laços de Sangue – Richelle Mead

SINOPSE: O trabalho de Sydney Sage não é nada fácil: ela e seus colegas alquimistas são os únicos no mundo todo que sabem que vampiros existem para além das telas de cinema - e são uma ameaça real à humanidade. Para manter a ordem, eles devem impedir, a qualquer custo, que esse segredo vaze e que os reles mortais se aproximem desses seres perigosíssimos.
Mas agora a paz que os alquimistas vêm garantindo há tempos está prestes a desabar, e Sydney, para o bem de todos os humanos, terá de passar a proteger vinte e quatro horas por dia a princesa vampira Jill Dragomir, ou uma guerra pelo trono eclodirá no mundo dos vampiros, trazendo consequências avassaladoras para os homens. E defender alguém que até então era alvo de seu desprezo será mais difícil do que Sydney imaginava...


COMENTÁRIO: “Laços de Sangue” é o primeiro volume da Série Bloodlines, spin-off da série Academia de Vampiros. Eu não li a série original, mas tenho amigas que são loucas por ela, mas  por alguma razão eu me interessei mais pelo spin-off. Vi muitas resenhas excelentes e há tempos não leio histórias sobre vampiros, além disso a narrativa de Richelle é muito elogiada, fácil, fácil ela entrou na minha lista de desejos!

21 de junho de 2014

Resenha #14: A Escolha - Kiera Cass

Título/Título original: A Escolha / The One
Autor: Kiera Cass
Editora: Seguinte
Ano de lançamento: 2014
Status: Livro em série
#1 A Seleção
#2 A Elite
#2.5 Contos de A Seleção
#3 A Escolha
Páginas: 352
Skoob/Goodreads: Link1 / Link2
Onde encontrar: SaraivaSubmarinoAmericanas


Chegamos ao volume decisivo para America, Maxon, Aspen, a Seleção e Illéa. Não é à toa que muitas expectativas girassem em torno de “A Escolha”. Muita gente esperou cerca de um ano pela conclusão da trilogia e “teorias da conspiração” brotavam de todos os cantos entre os fãs da história. Eu, particularmente, não estava tão loucamente empolgada, quero dizer, queria muito saber como seria o processo do desfecho, havia lido e gostado dos primeiros livros e amava a história, mas não era minimamente ensandecida por ela.

Essas foram as razões pela qual eu acreditei que iria ler “A Escolha” com empolgação, mas sem me apegar de fato e lamentar, de certa forma, quando tudo estivesse concluído. Ledo engano.

Como disse anteriormente fiquei muito curiosa com os três capítulos iniciais que vieram como bônus em “Contos de A Seleção” e, como não havia comprado o livro em pré-venda, a forma mais rápida de me saciar foi comprando o e-book. Devorei as linhas em cada momento que tinha durante o dia e guerreava o cansaço para lê-lo noite à dentro, porque era torturante deixá-lo de lado.

Fotografia: Blog 100 livros em 1 ano
A narração dinâmica e cativante de Kiera continua irresistível e, nesse volume em particular, tive uma relação bem melhor com a narradora, America, porque, louvado seja Deus, ela estava bem mais decidida. Mas nem tudo são rosas.

Agora que a Elite já se reduziu a 4 Selecionadas, e depois de ser quase enxotada, America acordou para a vida e percebeu o que realmente importa para ela. Sim, isso não é mistério, desde o princípio do livro, para falar bem a verdade, desde o fim de A Elite, ela o escolheu: Maxon. Entretanto, como o próprio príncipe já havia salientado antes, quem faz a escolha para valer é ele, e depois de decepcioná-lo mais de uma vez America não tem certeza se ainda está soberana no topo da lista.

Ela precisa reconquistar a confiança de Maxon, sem pressioná-lo; guerrear uma paz armada com as outras garotas da Elite, especialmente Kriss; e resistir à constante pressão do Rei, que já deixou bem claro o quanto ela é indesejada. As coisas não estão fáceis para ela e eu teria torcido bravamente por ela, sem nenhuma hesitação... Não fosse por uma coisa: America se mostrava egoísta e insegura em alguns momentos E mantinha Aspen como um plano B. Que coisa feia!

Felizmente, ela não era o centro das atenções aqui. Enquanto America caminhava com as pernas bambas no meu conceito, Maxon me deixava orgulhosa! Determinado a reconstruir seu relacionamento com America, Maxon faz o seu melhor por ela. Não para por aí, ele cresceu muito desde “A Seleção”, de inseguro e ingênuo, tornou-se centrado e habilidoso. E isso é bem evidente no decorrer de “A Escolha”, Maxon está se tornando o líder de Illéa, não no conceito de seu pai, infelizmente, mas no de todas as demais pessoas.

É nesse contexto que conhecemos/revemos alguns personagens: August, Georgia, Avery, Nicoleta... Não vou entrar em detalhes sobre esses personagens, para não entregar coisas preciosas sobre a história que dão toda um tempero à leitura, mas eles são muito especiais!

Imagem: Blog Mudando de Assunto

Aspen, por uma razão muito misteriosa durante todo o livro, está mais distante de America, pouco aprece na primeira metade do livro, mas torna-se muito importante, indo muito além de participante no triangulo amoroso da história. O que é muito interessante é o que se desenvolve entre as competidoras da Elite.

As meninas ficam mais próximas para o bem e para o mal, e algumas passagens da história entre elas se momentos favoritos para mim na trilogia, fossem dramáticos ou cômicos! Elas vão surpreender, farão coisas que um leitor que as acompanha desde o início da Seleção não esperariam, nem imaginariam. Outro alguém  me cativou ainda mais nesse livro, não imaginei que seria possível: A Rainha Amberly. <3 Motivo pelo qual mal posso esperar pelo conto “The Queen” (A Rainha) que Kiera Cass está escrevendo.
tornaram

Repleto de situações envolventes, tensas, inesperadas, alegres, fofas, marcantes, com boas doses de ação. “A Escolha” chegou bem perto de ser um livro completo para mim, a ressalva que faço é pelo fato de ter sentido que algumas coisas aconteceram muito rápido. Sobretudo no final, senti um tipo de pressa, urgência em chegar ao desfecho que me deixou muito desamparada quando passei pelas últimas palavras. Não consigo entender porque Kiera correu tanto!

Ela devia ter desenvolvido um pouquinho mais, ficou muito enxuto o final. Depois de tudo que aconteceu nesse livro, não me conformei com o final de “estrela-cadente” que alguns personagens tiveram: “Aconteceu isso e ponto, já foi, vamos ao passo seguinte”. Fiquei contente com a visão geral do final da história, mas não verdadeiramente satisfeita. Acho que essa é uma das maiores razões para eu ter me sentido tão sem rumo com o fim da trilogia.

Pois é! Fiquei me sentido tão abandonada depois que cheguei ao fim, uma mistura de alegria e tristeza... acho que vocês me entendem. O que mais me chocou é que eu realmente não esperava me sentir assim, não com essa trilogia, mas aconteceu.

Eu sempre achei o plano de fundo da história de Kiera Cass muito interessante e enquanto aguardava a conclusão da trilogia escrevi o roteiro de uma fanfic inspirada nela, e fiquei surpresa quando, ao ler percebi que alguns pontos da história de Kiera ficaram semelhantes ao desfecho que planejei em meu roteiro. Eu até comecei a escrever a fanfic, mas sem publicá-la, não sei se vou levar o projeto adiante, caso o faça aviso a vocês, se tiverem interesse. Mas ter sentido falta da história ao finalizar “A Escolha” me impulsionou e eu dei uma adiantada bem legal na minha história.

Não posso dar detalhes a respeito da diagramação do livro, pois li o e-book, mas provavelmente não deve ser muito diferente dos livros anteriores. Mas estava tudo OK com a revisão do arquivo que li. Preciso comentar que essa é a capa mais bonita da trilogia? Provavelmente será uma das mais lindas da minha estante quando eu tiver meu livro físico, porque eu preciso dessas palavras “materializadas”. Enfim, apesar de alguns aspectos, não consigo conter o sentimento de que esse livro é um dos meus favoritos! Altamente recomendado!

Imagem: Blog Você é o que Lê
Avaliação:


P.S.: Bom, eu já disse mais de uma vez que considero A Seleção muito levemente como uma distopia, que o romance é o que mais me cativa na história, por isso enquanto lia “A Escolha” uma música pareceu se relacionar bem com a história em vários momentos, para mim, e ficou tocando no fundo da minha mente. Então, eu resolvi fazer uma surpresa... numa tentativa feliz ou infeliz, a critério seus, eu gravei a tal música e trouxe para vocês. J Espero sinceramente que tenham gostado da resenha e apreciem minha pequena performance. <3

19 de junho de 2014

Resenha #13: Contos de A Seleção - Kiera Cass

Título/Título original: Contos de A Seleção / The Selection Stories
Autor: Kiera Cass
Editora: Seguinte
Ano de lançamento: 2014
Status: Livro em série
#1 A Seleção
#2 A Elite
#2.5 Contos de A Seleção
#3 A Escolha
Páginas: 360
Skoob/Goodreads: Link1 / Link2
Onde encontrar: SaraivaSubmarinoAmericanas


Como o próprio título já diz, é um livro de contos... e algumas cositas mas! É altamente recomendável que seja lido somente após os dois primeiros volumes da trilogia, pois contem passagens cruciais que, se lidas previamente, afetam o elemento surpresa no curso da história.

Em “O Príncipe” temos uma narração sobre o ponto de vista do Príncipe Maxon. Acontecimentos anteriores ao início da Seleção e como ele lidou com os primeiros eventos da competição. Percebemos melhor a personalidade gentil e, inicialmente, ingênua de Max e também sabemos quais são suas perturbações com os acontecimentos futuros. Além disso, fiquei com remorso pelo que Maxon, provavelmente, descobriria mais adiante.

Uma nova personagem é apresentada aqui. Daphne, a princesa da França. A única pessoa que Maxon pode considerar como amiga durante toda a sua vida, mesmo que tenha visto poucas vezes. Mesmo com os choques culturais os dois parecem se entender, mas parece que a Seleção é uma barreira grande demais para lidar.

Foto de Thais Teixeira
Podemos ter uma noção melhor da relação de Maxon com seus pais e com os criados do palácio, bem como ele se relaciona com algumas das selecionadas, incluindo America. Já havia lido anteriormente a versão digital do conto e fiquei muito mais feliz com a versão estendida do livro físico, aliás, acho até que, se não me falha a memória, esta é uma versão estendida não apenas no final. Tive a impressão que algumas passagens foram inclusas pelo meio do conto.

Em “O Guarda” são narrados acontecimentos que se desenvolvem em meados de “A Elite”, dessa vez sob o ponto de vista de Aspen Leger. Assim como no conto anterior é possível perceber o traços da personalidade de Aspen na narração: força de vontade, autoconfiança, precisão e uma mistura de revolta e esperança. Curiosamente, o oposto do que Maxon era no início, como é retratado em “O Príncipe”.

Aspen é um rapaz determinado e amoroso. Suas atitudes e reações nos episódios que acontecem neste conto provocaram em mim, certamente, duas impressões: a) ele é uma boa pessoa, ótimo filho, amante e amigo e b) Aspen pode ser irritantemente arrogante, e seu ego infla com facilidade. Entretanto ele nunca abandona o pensamento de que continua a ser um Seis, mesmo que seja um Dois desde o recrutamento.


O mais interessante desse conto é a visão. Temos a chance de conhecer vários ambientes do palácio e como são as relações nele: o gabinete do rei, os aposentos dos soldados, a cozinha... Temos mostras mais claras de como é o tratamento entre o Rei Clarkson, seus empregados e Maxon. Vemos a impressão que a Seleção causa naqueles que trabalham no palácio. Temos uma noção do jogo político de Illéa. Presenciamos os ataques rebeldes, na pele de quem precisa estar envolvido na ação. Enfim, esse conto é um prato cheio! Para ser honesta, é a história da "trilogia" que mais se encaixou como distopia, na minha opinião.

Em termo de predileção, eu gostei mais de “O Guarda” pelo todo da história, com uma ressalva à minha relação de “amor e ódio” com o Aspen. Apesar das personalidades dos narradores (Maxon, Aspen e America) serem bem marcados entre os contos e os livros eu senti falta de uma inovação ou marca na forma de narrar que os tornassem mais distintos. Entendem? A forma de narração de “A Seleção” é a mesma de “O Príncipe” que é a mesma de “O Guarda”, é como se os três narradores pensassem da mesma forma e vissem as coisas do mesmo jeito, apesar de se comportarem de maneira diferente.

Não sei se estou sendo clara no ponto que quero chegar. Assim, os julgamentos e reações entre os diálogos são muito parecidos, a forma como os pensamentos entram na narração são parecidos, mesmo que resultem em ações bastante divergentes. Espero que tenha me feito ser entendida. Enfim, nada muito crítico para a história, mas demonstra uma linearidade muito grande na escrita da Kiera.


Além dos contos, temos algumas curiosidades muito interessantes sobre a história das famílias Singer, Schereave e Leger acompanhadas de arvores genealógicas. Uma entrevista fofa e interessante com a Kiera Cass. Uma lista com informações básicas sobre as 35 garotas da Seleção. A playlist dos dois primeiros livros. E os três primeiros capítulos de “A Escolha” o volume de encerramento, e isso é uma maldade! Graças a Deus eu já estava com o e-book de “A Escolha” quando finalizeis os benditos 3 capítulos, do contrário teria arrancado meus cabelos. De toda forma, logo mais trago para vocês a resenha do último livro da trilogia. ;) Voltando ao livro de contos, a diagramação ficou bem legal, apesar de que eu soube que ela é bem mais simplificada que a norte-americana, e está capa é sensacional, adorei o close! Não percebi erros de revisão, não.

Conclusão: “Contos de A Seleção” é um livro que todo fã da trilogia precisa ter e mesmo quem não é fã deveria ler (após ler os dois primeiros, eu retifico) porque vale muito a pena!

Avaliação: