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7 de junho de 2014

Filmes #3: Resenha Crítica de "A Culpa é das Estrelas"


"Eu acredito que no mundo podemos escolher como contar histórias tristes. Nós podemos aliviar e dizer que nada é tão ferrado que não pode ser consertado com uma música do Peter Gabriel. Eu gosto dessa versão da história tanto quanto qualquer garota. Ela apenas não é a verdade. Desculpa" Hazel Grace Lancaster
Título: A Culpa é das Estrelas
Título original: The Fault in Our Stars 
Local: EUA , 2014 - 125 min. 
Gênero: Drama / Romance
Direção: Josh Boone
Roteiro: Scott Neustadter e Michael H. Weber
Distribuição: Fox Filme
Trailer:
Não consigo encontrar palavras suficientes para dizer o quanto eu fiquei realizada com a adaptação de “A Culpa é das Estrelas”. Verdade, não estava muito contente com a divulgação brasileira inicial para o filme e até expressei isso em uma das postagens do blog o drama do pôster(:x), mas o trabalho da equipe norte americana foi muito bom no começo e só melhorou com a proximidade da estreia. Mas, questões de marketing a parte, a produção, diretoria, roteiro, sonoplastia, figurino, fotografia... Merecem muitas congratulações. O resultado final foi incrível!

Ou eu subestimei as indicações da crítica quanto aos lenços de papel, ou eu achei que estaria preparada o suficiente por já conhecer a história... Foi um terrível engano, porque, apesar de eu ter resistido bravamente aos momentos emotivos que estão bem distribuídos no início do filme, eu não consegui segurar a barra do meio para o fim.

A história de Hazel Grace Lancaster, 16 anos, com câncer de tireoide e metástase pulmonar, que detesta ir ao Grupo de Apoio e ama ler repetidamente “Uma Aflição Imperial” começa a ser contada de forma dinâmica, simples e acidamente bem humorada. Quando ela conhece Augustus Waters, 18 anos, em remissão de osteosarcoma há 14 meses, durante uma das reuniões no Coração Literal de Jesus as situações ficam cada vez mais interessantes. Então as pessoas são levadas a entender que essa não é uma história de amor, dor e morte. Essa é uma história de medos, descobertas, lutas, alegrias e sabedoria jovial. Um adolescente com câncer não é a doença, continua a ser uma pessoa, mais especificamente um adolescente.


Assim como o livro, o filme não foi feito para que você analise categoricamente as personagens e as relações entre elas e as atitudes que elas tomam... Não. Você precisa mergulhar nas sensações que, aliás, são reportadas com excelência pelo conjunto: atuação + roteiro + fotografia + trilha sonora. Citando metaforicamente o livro/filme: “Esse é o problema da dor, ela precisa ser sentida”.

Imaginem a minha alegria que não cabia em mim ao ver o texto do filme seguir exatamente o tom da narração do livro. Estavam ali praticamente todas as linhas escritas por John Green: os pensamentos de Hazel, as frases marcantes, as metáforas, os encorajamentos. O mais legal foi conseguir enxergar bem o que se passa em toda a cena. Como o livro é narrado pela Hazel nossa visão fica um pouco limitada, mas no filme a ambientação e a atuação em conjunto te traz um ponto de vista mais completo que é estarrecedor!

A forma como o Sr. e a Srª Lancaster estão sempre amparando a Hazel tem flashbacks! :'( , a maneira como eles reagem aos discursos da filha. A reação do Gus enquanto convive com a Hazel, nos dois momentos da história se é que me entendem. A cena na Casa de Anne Frank, por exemplo, superou todas as minhas expectativas e eu quase me afoguei em lágrimas com as colocações das passagens de “O Diário de Anne Frank” durante as cenas. Quando acontece o beijo, enquanto todos gritavam, eu vazava pelos olhos, ficando sem ar literalmente e pensando sobre o que estaria passando pela cabeça de Gus... E isso não foi nem o começo!


O filme é repleto de momentos marcantes que são muito bem reforçados pela presença ou ausência da trilha sonora. O humor sarcástico de que o livro e recheado traz o mesmo gostinho para as telonas de uma forma até mais envolvente devido à dinâmica de cena. Eu achei bem interessante e fofo a forma como eles retrataram a troca de mensagens entre Hazel e Gus. Aliás, Shailene e Ansel foram impecáveis! Nat Wolf e Willem Dafoe também representaram Isaac e Van Houten, respectivamente, com excelência. Todo o elenco teve uma postura genuína ao reportar suas personagens. Aplausos eternos, porque foram brilhantes!

É quase impossível dizer como esse filme foi fiel sem ser restrito, muito pelo contrário, sendo bastante grandioso. Mais importante ainda: o filme foi natural! Nada de correria e passagens desconectadas ou exageros. É extremamente confortável, envolvente e atingiu fundo os meus sentimentos. Da mesma forma que eu dava gargalhadas ou chorava e ria simultaneamente enquanto lia, aconteceu durante o filme e foi uma mistura de emoções e reações tão grande em mim que eu tinha que me esforçar para acompanhar ao menos as cenas, porque era impossível ler as legendas. Agradeci muito à minha pequena, mas útil, capacidade de entender inglês, nesses momentos.

É evidente que algumas coisas foram cortadas ou minimamente modificadas para condensar o roteiro sem perder a essência da história ou fazer com que ela se desenvolvesse com muita pressa. Por exemplo, a experiência de Gus com o tratamento do osteosarcoma, praticamente não foi reportada para as telonas; a adaptação do Isaac após a cirurgia também não teve muito espaço e nem a venda do balanço esteve por lá. Mas nada disso chegou a comprometer o desenvolvimento das personagens ou a história do filme. Falando sério, eu fico pensando em algum aspecto negativo e não consigo encontrar nada relevante.


Eu saí da sala de cinema ainda chorando copiosamente A Culpa é do Ed Sheeran e por mais que eu tentasse me controlar não conseguia. Todas aquelas impressões de ter que sentir e conviver com a dor, sem deixá-la abalar completamente sua vida ou a vida das pessoas à sua volta e se esforçar para encontrar alegria nas coisas tristes; ter medo de não ser lembrado, ou ter medo de quebrar as pessoas que te amam e que você ama; não ter noção das promessas que fazemos. Tudo ficou martelando com vigor na minha mente e as sensações se transformando em lágrimas.

A menina da lanchonete mal entendeu meu pedido, ou porque eu falava com dificuldade, ou porque ela ficou assustada demais com meu estado. A verdade é que eu levei bastante tempo para me estabilizar. O resultado dessa choradeira toda + o ar frio da sala de cinema foi meu sistema imunológico debilitado e um belo resfriado. \o/
Sabem aquela sensação de que algo é uma parte de você, e quanto mais você pensa nesse algo você se sente inteiro? É assim que me sinto com o livro há dois anos e é a mesma sensação que tenho em relação ao filme. Dessa forma eu digo que, pelos resultados, foi uma adaptação tão boa quanto o texto original. Estou imensamente grata à produtora, ao elenco, ao John Green e a todas as pessoas que tornaram “A Culpa é das Estrelas” essa belíssima obra para a sétima arte. Altamente recomendado que prestigiem o filme nas telonas, e não ignorem as orientações sobre os lencinhos. 
Avaliação:
"Engarrafamos TODAS AS ESTRELAS para vocês esta noite, meus amigos"

Imagens liberadas oficialmente para divulgação pela Fox Filmes.

12 de abril de 2014

Alma Musical #3: Revelada a Trilha Sonora de A Culpa é das Estrelas! \o/

Essa é uma postagem instantânea, completamente de momento. Na tarde de hoje (12/04/14) foi divulgada a Trilha Sonora oficial para o filme adaptação A Culpa é das Estrelas, que detêm minhas maiores expetativas para esse semestre, porque deriva de um dos meus livros favoritos e que é favorito de um grande número de pessoas também.

Eu, geralmente, fico muito ansiosa pelas trilhas sonoras de filmes que estou aguardando, porque seja comercial ou instrumental elas direcionam minhas expectativas para o "grande dia". Então, há pouco mais de 10 minutos eu soube que a Soundtrack de TFIOS havia sido divulgada. E eu fiquei fora de mim de alegria quando vi dois cantores/compositores que admiro muito inclusos. Estou falando de Ed Sheeran e Birdy (que possui 3 músicas na lista! \o/) ambos britânicos e artistas talentosíssimos! <3


Aqui está a lista completa da Trilha Sonora, divulgada na página oficial do filme:

  1. Ed Sheeran – All Of The Stars
  2. Jake Bugg – Simple As This
  3. Grouplove – Let Me In
  4. Birdy & Jaymes Young – Best Shot
  5. Kodaline – All I Want
  6. Tom Odell – Long Way Down
  7. Charli XCX – Boom Clap
  8. STRFKR – While I’m Alive
  9. Indians – Oblivion
  10. The Radio Dept. – Strange Things Will Happen
  11. Afasi & Filthy – Bomfallarella
  12. Ray LaMontagne – Without Words
  13. Birdy – Not About Angels
  14. Lykke Li – No One Ever Loved
  15. M83 – Wait
  16. Birdy – Tee Shirt *
* BONUS TRACK

Até agora, ouvi apenas à "Boom Clap" da Charli XCX que é uma música mais animada e até meiga, e à "Simple As This" do Jake Bugg que é tranquila e feliz em um estilo acústico. A trilha sonora estará disponível para compra no iTunes a partir de amanhã! Estou louca para conferi-la por inteiro. *-* O que vocês acharam da seleção? O que esperam/esperavam? Alguma favorita? Abaixo vou deixar players para as músicas que encontrei.


Ah! Não se esqueçam de participar da promoção que está rolando aqui no blog! #TFIOS

Boom Clap - Charli XCX


Simple As This - Jake Bugg


Atualização: Primeira música de Bidy foi revelada! Liiiinda!

 Bidy - Not About Angels


1 de abril de 2014

Promoção #2: Sorteio de Estreia do Blog e do Filme "A Culpa é das Estrelas"! [ENCERRADO]


Hey-Ho! Galerinha!

Eu já falei taaaaanto de “A Culpa é das Estrelas” aqui que vocês com cer-te-za já estão carecas de saber que eu amo muito esse livro! Então, como uma adaptação dele promissora está próxima de chegar às telonas, eu pensei que seria legal dar a chance a alguém, que ainda não leu TFIOS, de lê-lo e conhecer mais profundamente essa história que tem tudo para ser marcante.

"Às vezes, um livro enche você de um estranho fervor religioso, e você se convence de que esse mundo despedaçado só vai se tornar inteiro de novo a menos que, e até que, todos os seres humanos o leiam."
                                                                                                                                                                               (A Culpa é das Estrelas - John Green)


Por isso vamos fazer um sorteio de estreia do Blog (solo) e do filme TFIOS, lindo-lindo!!! Ah, isso não significa que se você já leu não pode participar, evidentemente. Até porque, você pode presentear alguém para lê-lo e também teremos mais que o livro!


 Isso aí! O sortudo da vez terá direito a:
  • 1 exemplar de A Culpa é das Estrelas, John Green;
  • 12 marcadores especiais; <3
  • 1 capa protetora para livro! (Modelo à escolha do vencedor)

Então, animados? Vamos às regrinhas básicas, okay?
  •  Ter endereço de entrega em território nacional (Brasil);
  • Cumprir as regras básicas do formulário à baixo;
  • O sorteio inicia dia 01/04 e vai até dia 22/05 à 12:00;
  • O sorteio será realizado dia 22/05 a partir das 15:00;
  • O vencedor terá até 48h para responder ao e-mail de contato, caso não cumpra o prazo, outra pessoa será sorteada;

a Rafflecopter giveaway

É isso aí, meus queridos, desejo boa sorte a todos! 

14 de março de 2014

Alma Musical#2: Músicas inspiradas em livros


Faz um tempinho que estou querendo fazer uma postagem na sessão do "Alma Musical" e venho considerando muitas possibilidades, mas nunca me decido sobre que artista apresentar ou sobre que tema tratar. É como se as idéias viessem e desaparecessem como fumaça no meio do caminho, inconclusas. Até que hoje, quando eu estava dando uma navegadinha no You Tube, deparei com essa composição original inspirada na trilogia Jogos Vorazes.

E era uma música com uma poesia tão liiinda! E quando eu entrei no canal da moça, haviam outras quatro músicas inspiradas em outros livros bem conhecidos. Mas sabe o que é mais lindo? Independentemente de você ter lido os livros, as canções são incríveis! Não pensei duas vezes antes de trazê-las para vocês. Elas e algumas coisinhas a mais.

Eu gosto muito dessas músicas inspiradas em livros, existem muitos músicos famosos que já produziram canções assim, canções incríveis. Entretanto eu gosto mesmo é de encontrar composições de "anônimos" e para isso o You Tube é um excelente lugar. A maioria, na verdade, tem inspiração em livros atuais e são músicas em inglês. Isso é um fato curioso - elas serem em inglês - porque eu já procurei e não encontro canções desse tipo em português, espanhol ou francês... nada. Então, caso vocês conheçam me contem!

Vamos às músicas! Eu vou postar o vídeo com a letra da canção e vou postar a tradução da letra, Okay?

24 de fevereiro de 2014

No Divã #3: Eu acompanhei a Semana Esther e...



Semana passada (17/02 a 23/02) aconteceu a "Semana Esther" uma proposta inteligente e linda da Editora Intrínseca para promover o livro "A estrela que nunca vai se apagar". Dez blogs culturais foram convidados para mobilizar os leitores a se inspirar na história de Esther Grace Earl: uma jovem nerdfighter*, amiga pessoal de John Green, que foi diagnosticada aos 12 anos com câncer na tireoide e faleceu em 2010 com 16 anos. Mesmo com todas as limitações impostas pela doença, Esther era doce, inteligente, e cultivava o bom humor, mantendo-se ativa durante a maior parte do tratamento.  Ela é também a adolescente que inspirou o John Green a escrever o aclamado "A culpa é das estrelas", tendo o romance sido dedicado à ela.

Foi uma semana muito legal, os blogs agiram com criatividade e entrega, fazendo postagens realmente tocantes. Foi proporcionado mais que o conhecimento sobre o "A estrela que nunca vai se apagar", tivemos mensagens de perseverança e solidariedade, compreendemos um pouquinho mais das transformações que o amor e os livros podem proporcionar, ficamos informados do propósito do "Esther Day" comemorado pelos nerdfighters em 3 de agosto, e muito mais!


Fiz uma seleção das minhas postagens favoritas para compartilhar com vocês, mas é altamente recomendado que confiram todas elas. Eu, quando soube da existência do livro "This star wont go out", fiquei bem curiosa em conhecê-lo, de modo que fiquei bem contente ao saber que a intrínseca faria o lançamento aqui de "A estrela que nunca vai se apagar". Depois passei por um momento de dúvida... pensando se não seria invasivo e desrespeitoso essa curiosidade pela Esther apenas por ela ter inspirado o "A culpa é das estrelas". Tinha, meio que, desistido de ler o livro.  
Então comecei a acompanhar a "Semana Esther" e descobri que ela fez em apenas 4 anos muito mais do que eu pude pensar em fazer nesses 19 anos que vivi. E entendi que a inspiração de John para escrever seu livro está em muito mais que a construção de Hazel, está no modo de encarar o câncer e as pessoas com câncer, está na forma de retratar os medos e a existência, está na preocupação com a família, com os amigos, com o amor, está nas paixões de cada um e, mais que tudo, está no desejo de não permitir que a estrela de sua amiga se apagasse sem atingir muito mais gente, porque ela merecia e devia ir muito mais além. Senti que eram razões mais que suficientes para necessitar ler "TSWGO" (sigla para o título original do livro), por Esther, por mim, pelas pessoas ligadas a nós. 


Minha amizade com Esther Earl começou como muitas histórias de amor...
...em uma convenção sobre Harry Potter.
Espero que possam, ao menos, conferir essas postagens da "Semana Esther":

25 de janeiro de 2014

Filmes #1: Considerações sobre a adaptação de "A Culpa é das Estrelas"



Bem, o assunto de hoje está relativamente atrasado, mas não posso evitar comentá-lo. O ano de 2014 está com muitas previsões promissoras para o cinema.  Dentre elas, muitas adaptações de livros!

Adaptações são uma questão muito conflitante para os leitores: ficamos felizes com a possibilidade de ver a história que amamos ganhar formas, ação e cores fora da nossa imaginação, mas por outro lado abominamos a possibilidade de mudarem algo e cortarem muita coisa.  Na verdade, esse nosso temor é certeza de que acontecerá, e mesmo assim sofremos com isso sempre.

No entanto, quando o próprio autor do livro diz que está confiante e que adorou o resultado, ficamos tentados a criar todas as esperanças. Às vezes da certo, às vezes nem tanto. Onde isso nos leva?

O John Green, autor do aclamado “A Culpa é das Estrelas”, postou recentemente em seu tumblr sobre a versão não finalizada da adaptação deste livro, à qual ele assistiu recentemente. Veja a tradução do comentário do autor: