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4 de outubro de 2014

Resenha #24: Cinder - Marissa Meyer

Oi lindezas minhas! Estou de volta, porque, mesmo com toda a rotina sufocante da faculdade nessas últimas semanas, eu terminei de (re)ler um livro e gostaria muitíssimo de compartilhá-lo com vocês!
Vou começar pela minha história com o livro, que é muito especial nesse sentido também. Cinder foi o primeiro livro que eu ganhei em um sorteio de toda a minha vida, no ano passado. Pode parecer bobagem, mas era inicio de ano de vestibular e ganhar o sorteio me fez ter a impressão de que "esse ano minha sorte muda" e parece que ela se corroborou! Eu fiquei tão feliz!!! <3 Principalmente porque eu queria desesperadamente lê-lo. Agora, vamos à resenha entender porque eu fiquei tão louca para lê-lo e por que eu reli?



Título/Título Original: Cinder/Cinder
Autor(a): Marissa Meyer
Editora: Rocco Jovens Leitores                                            
Gênero: Ficção Científica
Ano de lançamento: 2013
Status: Livro em série: As Crônicas Lunares
#0,5 Glitches (EUA)
#1 Cinder
#1,5 The Queen Army (EUA)
#2 Scarlet
#3 Cress
#3,5 Fairest
#4 Winter
Páginas: 448                                                                 
Skoob: Link
Onde Comprar: Submarino, Extra

"Cinder" é o primeiro livro da série As Crônicas Lunares que tem a proposta de fazer releituras com toque de ficção-científica futurística de alguns contos de fadas, escrita por Marissa Meyer. Nesse primeiro volume, conhecemos Cinder, uma jovem de 16 anos, mecânica de vive em Nova Pequim no ano 216 da Terceira Era. Cinder é uma ciborgue.

"-Isso é muito mais do que você pode mensurar. Você não tem ideia de como é importante... não imagina seu valor."

A história se desenvolve  num período em que a humanidade vive em paz após ter sofrido uma grande perda durante a Quarta Guerra Mundial. Anteriormente a esse marco histórico, uma colônia de humanos se refugiou na Lua (em condições criadas apropriadamente para isso) e lá, devido à exposição à radiações sofreu uma mutação genética, e a partir de então desenvolveu-se uma nova raça, os Lunares.

Apesar da paz que a Terra vive entre seus países, outras ameaças fazem com que a vida não siga sem conflitos. Primeiro o povo Lunar é muito hostil, governados por uma Rainha extremamente demandadora, além de serem muito perigosos por sua capacidade de controlar bioeletricidade (interferindo e influenciando nos pensamentos e ações das pessoas), nunca se sabe o que os Lunares podem querer e o que são capazes de fazer pelo que querem. Em segundo lugar uma pandemia vem assolando todos os cantos do planeta impiedosamente - a Letumose - e a cura parece ser impossível de se encontrar.

"Lunares eram pessoas cruéis e selvagens. Eles matavam suas crianças que nasciam sem o dom. Mentiam, trapaceavam e faziam lavagem cerebral uns nos outros porque podiam. não se importavam com o mal que fariam, desde que fossem beneficiados."



Estão conseguindo perceber que esse livro, por seus elementos, ambientação e personagens, inevitavelmente, irá despertar algum tipo de curiosidade num leitor? Está justificado o fato de eu ter perdido a cabeça quase com vontade de ler? E só posso dizer: nada decepcionante!

É muito interessante como a Marissa desenvolve a relação da Cinder com a Guardiã dela, a Adri, e as "irmãs" Peony e Pearl. Como ela traz um simbolismo da "fada madrinha" com a presença de Iko, a androide com chip de personalidade "defeituoso" e melhor amiga de Cinder e que aliás é um amooooor. Como ela costura tudo isso com as situações de drama, com os cenários futurísticos/orientais, com diálogos e situações engraçadas, com os momentos de tensão, e com toda a parte de ficção e ciência que constitui esse "mundo". Inovador. Riquíssima. Uma releitura muito inteligente!

"- Não se vê uma personalidade como essa todo dia - (...) - Você mesma a programou?
- Acredite ou não já veio assim. Desconfio que tenha algum erro de programação, e provavelmente foi por isso que minha madrasta pagou tão barato por ela.
- Eu não tenho nenhum erro de programação! - disse Iko atrás dela."

Além disso, a história nos trás várias reflexões: O que é ser uma liderança? Até onde é possível ter esperanças? Quando e como escolher entre a liberdade/felicidade e a coisa certa a se fazer? O que devemos dizer para e fazer por aqueles com quem nos importamos? Entendem?! Vai muito além do que uma nova história da Cinderela. Pra falar a verdade, é bem diferente do conto base, a não ser por algumas relações e alguns elementos simbólicos.


Cinder se sente oprimida por ser uma ciborgue, por ser explorada por Adri, por sofrer com o olhar de discriminação das pessoas. Ciborgues são muito mal vistos por cause de suas partes mecânicas, tanto que eles devem se voluntariar para a pesquisa da cura da Letumose, mesmo que não haja sucesso e eles morram no "meio do caminho", é como se não fizessem falta por não serem completamente humanos. E esse é um dos motivos de virada da história. Após uma de sua "irmãs" contrair Letumose, Cinder é candidatada por sua Guardiã isso mesmo, parece confuso mas é assim para ser cobaia dos testes. Mas algo intrigante acontece e as turbulências das história começam!

"Muitos deles tinham recebido uma segunda chance na vida pelas mãos generosas de cientistas e, portanto, deviam sua existência a quem os criara. Tiveram sorte por ter vivido todo aquele tempo, muitos pensavam. Era justo que fossem os primeiros a abrir mão de suas vidas em busca da cura."

Além disso, a Rainha Lunar, Levana, vem à Terra durante um momento muito difícil para as Comunidades Orientais e seu príncipe, Kaito. A presença de Levana gera grande temor, pois a tensão de guerra entre a Lua e a Terra é crescente. Ela tem planos que não se conciliam com os planos dos líderes terráqueos, menos ainda com os do jovem Príncipe Kai.

"Ele a desprezava, por tudo que ela era, por tudo que fizera, por como transformara o sofrimento na Terra em um jogo político.
Mas ela estava enganada se achava que elese tornaria seu animalzinho de estimação. Ele a enfrentaria o tempo que suportasse, da maneira que pudesse.



Ah! Vocês, devem estar se perguntando, se é baseado em Cinderela, como Cinder chega a se encontrar ou se relacionar com Kai? Bom... negócios! O Príncipe solicita a ajuda da moça, que aliás é a melhor mecânica de Nova Pequim ser ciborgue tem vantagens, para consertar seu androide pessoal, depois os dois voltam a se topar no programa de pesquisas, e cada um carrega seu mistério, e as coisas se complicam e a história toda fica de tirar o fôlego! Ufa!

"- Espero que nossos caminhos se cruzem de novo.
-Mesmo? Nesse caso, acho que vou continuar seguindo você. - Ela se arrependeu da piada por meio segundo antes que Kai risse. Uma risada verdadeira, e o peito dela se amornou."

Resumindo, a proposta do livro é muito interessante e a história é bem construída! Há muitas reviravoltas, muitas surpresas e reviravoltas e interupções nos momentos mais inapropriados! Os personagens são bem marcantes, cativantes (para o bem ou para o mal) e desenvolvidos. Estou completamente apaixonada pelo que a Marissa Meyer criou! A escrita é bem simples, narrada em terceira pessoa e ágil. O trabalho gráfico da Rocco ficou muito bom, a diagramação e a revisão também estão excelentes! 

Então, eu reli o livro porque a) é uma leitura deliciosa e b) queria começar a ler o segundo volume fazendo o link correto entre as histórias. Eu já estou lendo "Scarlet", o segundo volume, porque o final de "Cinder" foi, sim, perturbador! E digo, fica cada vez melhor! Em breve volto com mais
pareceres?

Conclusão: livro mais que recomendado para quem curte ficção científica, releituras e boas histórias!


Avaliação:

15 de setembro de 2014

Especial #27: Mascotes e O TRAILER!!!

Oi, oi, amores! Tudo bem? A postagem que vou fazer hoje é um especial duplo!

A primeira parte é contar para vocês que, agora que somos três na equipe de manutenção do blog, escolhemos mascotes para as assinaturas das postagens! Eu particularmente quero fazer uma simbólica homenagem a minha priminha Geovana, que fez aniversário ante-ontem, e por isso escolhemos as My Little Pony como mascotes, porque minha priminha adora aqueles pôneis, que são sim uma gracinha!

Cada uma de nós escolheu como mascote a pônei cuja personalidade mais se ascemelha conos de alguma forma, então aqui estamos nós:

Letícia: Será representada pela Rainbow Dash, cheia de energia e iniciativa e representante da Habilidade da Lealdade.

Joyce: Escolheu como mascote a Pinkie Pie, levando alegria por onde passa, representa a Habilidade do Bom-humor.

Dany: Bom, quanto a minha escolha, preciso abrir um parêneses. Eu serei representada pela Fluttershy, meiga e companheira, mas um tanto tímida, representa a Habilidade da Bondade. Apesar de achar que pareço mais com a Twilight Sparkle nesse sentido,  vou me identificar como a Fluttershy porque minha prima acha que ela se parece comigo e como, no fundo, tudo isso é em homenagem à ela...

Somos um timeee! :D \o/

Prontinho! Agora, vamos à próxima novidade... SAIU O TRAILER DE "A ESPERANÇA Parte 1"!!!!

Gente, sério? Quem mais quase teve mini-ataques cardíacos a cada "cena" daquele trailer?! Não sabe do que estou dizendo? Então vamos por partes!!! Primeiro: vejam o trailer a seguir.


Agora, eu até tinha pensado em gravar o vídeo reação, mas estava na faculdade quando assisti ao trailer e não tive como fazer isso, se bem que teria sido excepcional, não só a minha reação, mas como a de alguns colegas [risos]. Então, vamos no palavreado mesmo! Quem aí já quebrou o botão de play? \o/


Primeiramente, a cenografia de "Em Chamas" foi algo grande e surpreendente, parece que "A Esperança" só tende a melhorar, o que é enlouquecedor já que a expansão das possibilidades de cenário para o terceiro (livro) filme é bem grande! Começamos com vistas das florestas, voos dos aerodeslizadores, temos tomadas dos túneis do Distrito 13 e os cenários de conflito! CARAMBA, estou perdendo o fôlego já no trailer! Alguém mais? 






Esse diálogo "entre Katniss e Snow" eu não me lembro de haver no livro, mas achei interessante a forma como ele traz uma maior tensão para o enredo. O roteiro parece, mais uma vez prometer grandes surpresas (boas surpresas!) e como as adições anteriores agradaram bastante, podemos esperar coisas muito legais! Ainda assim, nada garante que esse seja mesmo um diálogo do filme, pode ser apenas um "edição do trailer".

   

É difícil até enumerar o tanto de coisas incrivelmente promissoras que há nesses 2 minutos! Os efeitos das armas, os confrontos (esse é o espírito da coisa), a presença da Effie, as reações da Katniss (dá perceber a progressão da personagem, como no livro), os símbolos por todo lugar, a aparição de Peeta e seus desencadeamentos (resumidamente antecipados), o "acordo" de Katniss com Coin e ela tornando-se o Tordo! MEU DEUS, QUANTA COISA! Fiquei emocionalmente abalada com tudo isso! 


   

  


Achei que o fato da Jennifer ter que usar a peruca ia ficar estranho, mas não foi tão chocante, mas ainda ficou meio artificial (ou talvez seja porque minha imaginação nunca se deu bem com a imagem de Katniss com cabelos soltos). As interpretações dos atores continuam mostrando sua força. Estou ansiosa para 19 de Novembro. ANSIOSÍSSIMA! Como não estar?! Quero mais! Quero mais! Quero MAIS! Aliás, deem uma olhada no Hunger Games Explorer tem um monte de conteúdo novo, enlouquecedor!


Não vou comentar muito mais aqui, porque não quero dar spoilers a ninguém, então, meu amigo, se você ainda não leu "A Esperança" espero que esse trailer tenha lhe motivado o suficiente e que você "tire o pé do chão" e vá logo ler o livro! Vale a pena para conhecer melhor a história e aproveitar o filme com mais profundidade em Novembro, se é que você me entende!

É isso aí! Até a próxima, camaradas!

18 de agosto de 2014

Especial #25: Book Haul do Primeiro Semestre de 2014

Oi, oi pessoas! Estive sumida semana passada, não é mesmo? Queria pedir desculpa por essa ausência, mas estou correndo atrás dos preparativos para minha mudança para Salvador, tudo correndo bem eu viajo na quarta-feira já. E como vêm por aí minhas primeiras semanas de aula na faculdade, eu devo me ausentar um pouco por aqui, por causa daquela correria inicial de adaptação. Mas eu estou me esforçando aqui, para programar algumas resenhas e postagens, então fiquem ligados nas notificações, okay?

Hoje eu trouxe para vocês o Book Haul do Primeiro Semestre de 2014, que eu venho prometendo há algumas semanas. Espero que vocês gostem de conhecer os mais novos membros da minha estante, meus filhotes amados! Deixem depois nos comentários se já leram algum dos livros (mas sem dar spoilers, beleza?), ou se gostariam de ler algum deles, ou se expressem da maneira como preferirem! Vou tentar não demorar muito para respondê-los!


5 de junho de 2014

Resenha #12: Qauntic Love - Sonia Fernández-Vidal




Título/Título original: Qauntic Love / Quantic Love
Autor: Sonia Fernández-Vidal
Editora: Rocco Jovens Leitores
Ano de lançamento: 201
Status: Livro único
Páginas: 256
Skoob/Goodreads: Link1 / Link2
Onde encontrar: Saraiva, Submarino, Americanas



Laila é uma garota comum de Sevilha. Sempre recebeu o título de melhor aluna da classe e também sempre amou a ciência. Agora, ela está quase pronta para ir para a faculdade a não ser por um, porém: seus pais ainda não podem arcar com essas despesas. Então, Laila resolve contribuir para a própria poupança e consegue um emprego de verão como garçonete no restaurante do CERN (Centro de Estudos e Pesquisas Nucleares), na Suíça, o maior centro de pesquisas da Europa. Um molesquine em branco dado por seu pai e várias recomendações da mãe são tudo que a jovem possui para enfrentar essa etapa.

Quantic Love é um New Adult leve, bem humorado, recheado de curiosidades científicas e caprichos do amor. O cenário da história é extremamente interessante depois que você começa a conhecê-lo, mas é quase decepcionante pensar que o lugar onde grandes descobertas já foram feitas é apenas um espaço que concentra inúmeros prédios de concreto, todos iguais e ordinários, frequentados por pessoas sérias e obstinados. Ao menos essa é a sensação e a visão que temos ao compartilhar a “primeira vista” do CERN pelos olhos de Laila.


O que promete ser uma história de sacrifícios, e até monótona, ganha nova cor com uma única cena: Laila conhecendo sua colega de quarto, Angelina. Uma loura australiana de parar o universo, com um comportamento nada convencional. “Louca.” É a única forma que a narradora encontra para defini-la após um primeiro contato de 10 minutos. A passagem é perturbadoramente hilária!

Angie é o primeiro indício de que o CERN é muito mais do que aparenta a casca grossa de formalidade em seu exterior. Apesar de Laila estar bastante insegura com todas as coisas novas. Parece ser demais para a menina que desmorona em lágrimas na primeira noite.

"- Há séculos ninguém me chama para sair, e ontem dois garotos diferentes me convidaram para um encontro na mesma noite. Que falta de sorte!
- Você colapsou todas as possibilidades em um mesmo dia.
- Angie, você gosta de falar de maneira estranha, não é verdade?
-Estou me referindo ao princípio da superposição.
-Ah, claro... - brinquei. - Isso explica tudo."

O chefe do “Restaurante I” Ah! A objetividade ciêntífica! não parece ser nem um pouco simpático, o que deixa Laila ainda mais nervosa ao ficar com todo o serviço e máquinas da lanchonete sob seu comando, logo no primeiro dia. O cappuccino, sobretudo, é um verdadeiro desastre cósmico! E para a infelicidade dela, cientistas são movidos a base de cafeína.

"- Não desmereça sua tarefa! Graças à cafeína que bloqueia um neurotransmissor que facilita a aparição do sono, nós, cientistas, podemos nos entregar a nossas elucubrações mentais. Sem você, eu estaria perdido."

Eh... A introdução de Laila no mundo científico que ela tanto admira não é nada convidativa. O molesquine que ganhou do pai se torna seu melhor confidente: as primeiras impressões sobre o CERN, os fracassos em se relacionar com as pessoas dali, as complicações do primeiro dia no trabalho, seu emprego sendo salvo ou quase por um estonteante jornalista suíço. Alécio! Mestre da máquina de cappuccino. Bom, o drama que as primeiras páginas do caderninho dela conheceram não foi nada comparado ao que preencheria as páginas em branco!

Gostei muito da leitura que foi confortável, divertida e ágil. Também me identifiquei bastante com a Laila pelo fato dela ser quieta, gostar de ciências, fazer amigos bem peculiares, se sentir frágil em algumas situações e não se enxergar muito bem. Momento desabafo esse. Além disso, os personagens coadjuvantes são ótimos! Angelina é enérgica e estrondosa, não há quem não entre na linha da forma que ela desenhar. Linda e, literalmente, um gênio é uma Summer Student de física no CERN. 

Alécio é a única exceção em meio ao mar de cientistas, mas é tão maluco quanto eles ao seu modo. Carismático, estonteante e sedutor, ele sabe como tratar uma garota e está claramente interessado em Laila. Brian é um “guia turístico” da ciência no CERN e também um cientista de excelência. Tem um estilo meio rígido e não é muito próximo das pessoas, é bastante centrado, e é hipnotizante quando fala, tanto pela destreza com as palavras quanto pela aparência e gestos que ficam mais espontâneos e confortáveis.

Além deles, há os amigos de Angie que são físicos estudantes assim como ela. Arthur, Pierre, Chantal e Klaus têm personalidades e nacionalidades distintas e bem marcadas, mas juntos são jovens barulhentos e descontraídos como quaisquer outros. A não ser pelos temas de suas conversas que costumam girar em torno de partículas atômicas, eletricidade, cálculos, teorias, anedotas, descobertas e aplicabilidades cientificas.  Isso parece chato? Delete esse julgamento. Os diálogos são muito interessantes e descontraídos, perfeitamente entendíveis!

"Quando se tratava do mundo microscópico, território da física quântica, os elétrons agiam de uma maneira que a mim pareceu pura magia."

Bebedeiras, festinhas particulares, jogos de verdade ou desafio, festas de arrasar quarteirão, jantares românticos, comemorações científicas. Tudo e todos ali quebram os paradigmas associados à imagem daqueles que se dedicam à ciência essencialmente. Nada de pessoas alucinadas, obtusas e frias – talvez apenas Brian que era bastante reservado e ficava cada vez mais misterioso – muito menos personalidades malucas e mentes ensandecidas. São personagens normais, facilmente relacionáveis à realidade de alguém que não entenda uma vírgula de física, química ou biologia. Muitos deles tão “vida loka” quanto qualquer jovem contemporâneo. E isso é DE MAIS! Eu ri muito e também me chateei muito – no bom sentido de leitura – com esse livro!


Curioso é que eu marquei vários trechos do livro e depois quando fui revisá-los percebi que todos tinham alguma curiosidade sobre física relacionada. Não foi usada uma linguagem comum para narrar essa história, é uma linguagem científica “coloquializada” e romanceada e que teve um resultado muito bom! Às vezes o drama imprimido pela Laila em algumas situações me irritava, mas nunca a ponto de tornar a leitura desagradável.

"Havia ficado sem estrela e, portanto, desprovida da orbita que dava sentido aos meus movimentos. Eu agora era um planeta errante condenado a vagar pelo vazio cósmico, um cometa à deriva no Universo."

Honestamente eu não sei se me decidiria com mais facilidade do que ela entre Alécio e Brian, até porque a Laila nunca conseguia ter certeza das intenções de nenhum dos dois e fica difícil formar uma opinião diferente quando o livro é narrado por ela, então não posso condená-la como “mimizenta”. Mas ela era muito medrosa às vezes e um tanto egoísta, eu teria tomado algumas decisões com mais sabedoria que ela. Só acho. 

Les Horrible Cernettes (LHC) - Collider é 
mencionada no livro e tem tudo a ver. 
Uma história curiosa e divertida!

Laila continuou preenchendo seu molesquine com todas as experiências, inclusive as anedotas científicas que aprendia, e também escrevia e-mails para os pais com alguma frequência. Era legal ver como ela se portava com eles, mas o estranho é que nunca tínhamos noção de se e como eles reagiam aos e-mails dela. Nenhuma resposta sequer. Acho que isso ficou um pouco vago na integração da narração. Os capítulos finais são os mais tensos e em que a Laila mais me irritou. O final me deixou feliz, mas fiquei com a sensação de que foi enxugado demais. Deixou um grande gostinho de quero mais!

"- Vou porque preciso me curar.
- Se curar de quê? (...)
- Me curar de você."

No todo, Quantic Love foi uma ótima leitura. Gostei da narração que foi bem clara e envolvente, bem relacionada com o contexto. De certo, o fato da autora ser uma física e conhecer o ambiente da história contribuíram para isso, mas devemos a ela o mérito de ter construído uma boa narrativa. Os capítulos curtos e ágeis, e os diálogos bem escritos e pontuados, contribuem para uma leitura bastante fluida. É interessante como os títulos dos capítulos podem ser curiosos, e se encaixarem perfeitamente ao texto. Bem criativo!

A diagramação do livro também é bastante bonita com fonte e espaçamentos bons e algumas decorações que simulam o caderninho de Laila. As páginas brancas não foram um problema para mim, mesmo que eu prefira as amarelas. Na verdade elas contribuíram para deixar o livro com um visual melhor. Não encontrei incoerências na tradução ou erros de revisão, então devo fazer um cumprimento à editora pelo bom trabalho!

Resumindo a história, alguns aspectos não permitiram que o livro se tornasse um de meus favoritos, mas chegou bem perto. Foi inevitável pensar que fãs da série “The Big Bang Theory” irão gostar do livro. De um jeito ou de outro, recomendo bastante essa leitura!

"Encontrar o amor é também uma questão de tentativa e erro."


 EXTRA! Mais uma música relacionada e feita especialmente para Quantic Love! Uma gracinha!

Avaliação:

1 de maio de 2014

TAG #5: O que te diz o livro?


Oi pessoal! Hoje eu vou responder a uma TAG que eu vi no blog Coração de Tinta e fiquei com vontade de fazer. Ela se chama O que te diz o livro? e essas foram minhas respostas:

1- Vá até a sua estante e escolha aleatoriamente uma das prateleiras. Agora, conte da esquerda para a direita o número de livros correspondente ao número do mês do seu aniversário. Qual o livro selecionado? 

Que legal! Um dos meus livros favoritos e que eu não aguento mais de ansiedade pela sequência: Cinder – Marissa Meyer, primeiro livro de As Crônicas Lunares.

Não tive intensão de escolher a prateleira de distopias, juro, foi no "mamãe mandou". <3
Coração ficando dodói enquanto não lançam as sequências...
Tudo bem, prossigamos.

2- Abra o livro na página que corresponde ao dia do seu aniversário. Fotografe a página do livro.

Meu aniversário é em 21 de Novembro (mês 11) ;)



3- Leia a última frase da página e diga o que ela tem a ver com você.



Uh... Bom, nessa pequena passagem, basicamente, Cinder se sente deslocada e espantada, mas ela pensa em Iko em vez da própria vida. Por isso, em vez de fugir da loja e do caso de Letumosi que acabou de ser desvendado, ela fica para evitar que sua androide seja pisoteada. Eu acho que me identifico com isso, acho que eu permaneceria mesmo em uma situação de perigo, para cuidar de alguém que é importante para mim.

4- O que você acha da capa do livro.








Eu amo a capa desse livro, tem uma simbologia do conto em que ele é inspirado, mas também carrega traços da particularidade da protagonista. Além disso, a escolha de cores e a fonte do título são um charme a mais. É uma capa bem equilibrada.








5- Se for um livro que você já leu, resuma em um parágrafo a história do livro. Caso não o tenha lido, quais são suas expectativas em relação a ele e por que o comprou?

Eu já li e é um dos favoritos. O livro se passa em um tempo futuro (Ano 126 da Terceira Era), após a Quarta Guerra Mundial quando os países se pacificaram em um novo acordo tiveram que se unir para protegerem-se de Luna, uma comunidade de descendentes humanos que se formou na Lua, desenvolvendo um DNA especial e liderados pela temida Rainha Levana. Não bastasse a tensão com Luna, uma doença terrível, a Letumosi, surgiu na Terra e levou milhares de vidas. Também a tecnologia está bastante avançada e ciborgues e androides vivem como membros da sociedade, apesar do preconceito que sofrem. Cinder, a protagonista é uma ciborgue, humana com partes funcionais de máquinas, na verdade, mais que isso, ela é a melhor mecânica de Nova Pequim e é por isso que o Prínicipe da Comunidade das Nações Orientais – Kaito, ou apenas Kai – a procura. Ele precisa que ela conserte seu androide e a situação toda é bem misteriosa. Uma festa tradicional está para acontecer e concertar a androide de Kai parece ser muito importante. Contudo acontece algo trágico na família de Cinder e sua madrasta a culpa, tanto que a entrega ao governo para as pesquisas de cura da Letumosi, já que ela é uma ciborgue. Cinder, sem querer torna-se peça chave de muitos assuntos. Enfim, um parágrafo é curto demais para contar aspectos interessantes e sem spoiler desse livro. <3

6- Escolha uma música que você acha que parece com o livro.


Nunca tinha pensado nisso, apesar de sempre pensar em músicas para livros que gosto, Cinder é um livro difícil para essa relação. Mas acho que Monster de Imagine Dragons tem um pouco haver com as dúvidas de Cinder e alguns desejos que ela tem e até mesmo com aspectos da história dela.


E aí? Gostaram da TAG? O que acharam do livro? Eu vou indicar o GeraçãoLeitura.com, o Own Mine, o Cicatrizes Literárias, o We Want Dreaming, o Cia do Livro e o Cupcake de Letras para responderem a TAG. Mas se você tiver interesse, sinta-se a vontade para responder. ;)

29 de abril de 2014

Li até a página 100 #4: Quantic Love - Sonia Fernández-Vidal


Mais uma prévia do que estou achando da minha leitura atual! Estou trazendo uma nova coluna para vocês e vou postá-la toda terça ou quinta-feira.


Li até a página 100 foi criado pelo blog Eu leio, Eu conto. Nesta TAG devemos responder às perguntas levando em conta apenas as primeiras 100 páginas do livro que estamos lendo no momento.


Quantic Love - Sonia Fernández-Vidal


1- Primeira frase da página 100:

"De trás do balcão, vi que Angie fazia um sinal com a mão para que ele se aproximasse."

2- Do que se trata o livro?

Laila é uma jovem que mora em Sevilha (Espanha) e durante o verão consegue um emprego como garçonete no CERN - o centro de pesquisas mais avançado do mundo - com o objetivo de juntar dinheiro para ajudar os pais a pagarem seu primeiro ano na faculdade. Apesar do que pode parecer, o verão se torna agitado graças à sua peculiar colega de quarto, Angelina, que incentiva Laila a tornar todo o sacrificado período em um momento para conhecer pessoas e fazer descobertas.

3- O que está achando até agora?

Estou adorando, uma leitura fácil e descontraída, permeada de diálogos interessantes e curiosidades científicas. É bastante jovial e os personagens têm marcas pessoais, o que é bem legal. É legal estar em um ambiente diferente da América do Norte, conhecer esses cenários. Além disso os personagens são de várias nacionalidades diferentes, o que é bem legal!

4- O que está achando dos protagonistas?

Eu tive certa empatia com a Laila, eu me identifico nela. Uma garota meio na dela, gosta de ouvir histórias e gosta de ciência, fica meio atrapalhada em situações novas, acha que é ofuscada pela amiga e "tudo bem" com isso, tem bons amigos, é apegada à família. Muitos aspectos na história e na personalidade dela lembram a mim mesma. Ela também é um pouco dramática às vezes e não muito auto-confiante, eu admito que sou assim às vezes. Acho que é a primeira protagonista que, até agora, acho que tem tanto em comum comigo. Não podia deixar de gostar dela ao menos um pouquinho. Eu tenho amor próprio sabe. [risos]

5- Melhor quote até agora:

Eu bem que podia selecionar uma das curiosidades científicas/culturais bem legais que tem no livro, mas eu vou ficar com esta:

"— Não sou desses. Sou paquerado. O profissional disso é meu amigo Enzo. Tem uma técnica muito elaborada: quando entra em uma discoteca, pede um gim-tônica e escolhe uma vítima entre as garotas. Vai direto a ela e tira um cubinho de gelo de seu coquetel. Atira-o no chão, pisoteia-o e diz: “Boa noite. Agora que quebramos o
gelo, já podemos ficar, o que acha?”
— Patético… E funciona?
— Nunca, pelo que eu vi. É a pior tática que conheço."

6- Vai continuar lendo: 

100% SIM!

7- Última frase da página:

"Eu o incomodara."

24 de abril de 2014

Resenha #10: Divergente - Veronica Roth (Trilogia Divergente Vol. 1)


Eu finalmente li Divergente! Finalizei a leitura uma semana antes de o filme estrear, mas não consegui resenhá-lo antes. Precisei processar a história para não fazer bobagem. Mais um passo da Meta 2014 cumprido! Então, vamos ao ponto.



Título/Título original: Divergente / Divergent
Autor: Veronica Roth
Editora: Rocco Jovens Leitores
Ano de lançamento: 2012
Status: Livro em série
#1 Divergente
#2 Insurgente
#3 Convergente
Páginas: 502
Skoob/Goodreads: Link1 / Link2
Onde encontrar: Saraiva, Submarino, Americanas



Em Divergente temos uma versão futurística da cidade de Chicago, a sociedade se divide em 5 facções dedicadas a defesa de uma virtude - a Abnegação (aultruísmo), a Franqueza (honestidade), a Amizade (bondade), a Audácia (coragem) e a Erudição (inteligência). Aos 16 anos, após realizar um teste de aptidão, os jovens participam de uma grande cerimônia de iniciação onde devem escolher um grupo para se unir pelo resto de suas vidas. É uma escolha séria, o lema é: A facção antes do sangue.

“Os costumes das facções ditam até como devemos nos comportar nos momentos de inatividade e estão acima das preferências individuais.”

Para Beatrice Prior, a difícil decisão é entre ficar com sua família e ser quem ela realmente é - não pode ter os dois. Então, faz uma escolha que surpreende a todos, inclusive a ela mesma. Durante a iniciação altamente competitiva que se segue, Beatrice muda seu nome para Tris e se esforça para decidir quem são realmente seus amigos. O mais complicado é que Tris tem um segredo que poderia significar sua morte.

“Qualquer erro, por menor que seja, ou qualquer segundo de hesitação, e minha vida já era.”

O cenário futurístico com uma sociedade sob o comando de um governo extremista em algum(ns) aspecto(s) é o primeiro ingrediente distópico do enredo de Divergente. Superficialmente, parece ser uma excelente estratégia, agrupar pessoas em defesa de valores e com trabalhos sociais compatíveis, mas esse é o mal mascarado dessa sociedade. Conforme a narrativa se desenvolve, percebemos como a categorização das pessoas pode ser ruim: uma facção debochando do estilo de vida da outra, uma facção acusando a outra de corrupção de seus valores, uma facção tão obstinada por seu valor que o destorce.

“- Eu não me importo com as facções. - Ela balança a cabeça. - Olhe onde elas nos levaram. Os seres humanos, de um modo geral, não podem ser bons por muito tempo antes do mal rastejar de volta e envenenar-nos outra vez.”
Essa é apenas uma das perspectivas que Veronica Roth constrói gradativamente em Divergente. Sendo o primeiro livro da trilogia ele é bastante introdutório, mas felizmente essas explicações vêm bem mescladas aos acontecimentos de forma que o livro não é monótono. Apenas os cinco primeiros capítulos são mais devagar, obviamente antes de Tris fazer sua escolha.