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5 de junho de 2014

Resenha #12: Qauntic Love - Sonia Fernández-Vidal




Título/Título original: Qauntic Love / Quantic Love
Autor: Sonia Fernández-Vidal
Editora: Rocco Jovens Leitores
Ano de lançamento: 201
Status: Livro único
Páginas: 256
Skoob/Goodreads: Link1 / Link2
Onde encontrar: Saraiva, Submarino, Americanas



Laila é uma garota comum de Sevilha. Sempre recebeu o título de melhor aluna da classe e também sempre amou a ciência. Agora, ela está quase pronta para ir para a faculdade a não ser por um, porém: seus pais ainda não podem arcar com essas despesas. Então, Laila resolve contribuir para a própria poupança e consegue um emprego de verão como garçonete no restaurante do CERN (Centro de Estudos e Pesquisas Nucleares), na Suíça, o maior centro de pesquisas da Europa. Um molesquine em branco dado por seu pai e várias recomendações da mãe são tudo que a jovem possui para enfrentar essa etapa.

Quantic Love é um New Adult leve, bem humorado, recheado de curiosidades científicas e caprichos do amor. O cenário da história é extremamente interessante depois que você começa a conhecê-lo, mas é quase decepcionante pensar que o lugar onde grandes descobertas já foram feitas é apenas um espaço que concentra inúmeros prédios de concreto, todos iguais e ordinários, frequentados por pessoas sérias e obstinados. Ao menos essa é a sensação e a visão que temos ao compartilhar a “primeira vista” do CERN pelos olhos de Laila.


O que promete ser uma história de sacrifícios, e até monótona, ganha nova cor com uma única cena: Laila conhecendo sua colega de quarto, Angelina. Uma loura australiana de parar o universo, com um comportamento nada convencional. “Louca.” É a única forma que a narradora encontra para defini-la após um primeiro contato de 10 minutos. A passagem é perturbadoramente hilária!

Angie é o primeiro indício de que o CERN é muito mais do que aparenta a casca grossa de formalidade em seu exterior. Apesar de Laila estar bastante insegura com todas as coisas novas. Parece ser demais para a menina que desmorona em lágrimas na primeira noite.

"- Há séculos ninguém me chama para sair, e ontem dois garotos diferentes me convidaram para um encontro na mesma noite. Que falta de sorte!
- Você colapsou todas as possibilidades em um mesmo dia.
- Angie, você gosta de falar de maneira estranha, não é verdade?
-Estou me referindo ao princípio da superposição.
-Ah, claro... - brinquei. - Isso explica tudo."

O chefe do “Restaurante I” Ah! A objetividade ciêntífica! não parece ser nem um pouco simpático, o que deixa Laila ainda mais nervosa ao ficar com todo o serviço e máquinas da lanchonete sob seu comando, logo no primeiro dia. O cappuccino, sobretudo, é um verdadeiro desastre cósmico! E para a infelicidade dela, cientistas são movidos a base de cafeína.

"- Não desmereça sua tarefa! Graças à cafeína que bloqueia um neurotransmissor que facilita a aparição do sono, nós, cientistas, podemos nos entregar a nossas elucubrações mentais. Sem você, eu estaria perdido."

Eh... A introdução de Laila no mundo científico que ela tanto admira não é nada convidativa. O molesquine que ganhou do pai se torna seu melhor confidente: as primeiras impressões sobre o CERN, os fracassos em se relacionar com as pessoas dali, as complicações do primeiro dia no trabalho, seu emprego sendo salvo ou quase por um estonteante jornalista suíço. Alécio! Mestre da máquina de cappuccino. Bom, o drama que as primeiras páginas do caderninho dela conheceram não foi nada comparado ao que preencheria as páginas em branco!

Gostei muito da leitura que foi confortável, divertida e ágil. Também me identifiquei bastante com a Laila pelo fato dela ser quieta, gostar de ciências, fazer amigos bem peculiares, se sentir frágil em algumas situações e não se enxergar muito bem. Momento desabafo esse. Além disso, os personagens coadjuvantes são ótimos! Angelina é enérgica e estrondosa, não há quem não entre na linha da forma que ela desenhar. Linda e, literalmente, um gênio é uma Summer Student de física no CERN. 

Alécio é a única exceção em meio ao mar de cientistas, mas é tão maluco quanto eles ao seu modo. Carismático, estonteante e sedutor, ele sabe como tratar uma garota e está claramente interessado em Laila. Brian é um “guia turístico” da ciência no CERN e também um cientista de excelência. Tem um estilo meio rígido e não é muito próximo das pessoas, é bastante centrado, e é hipnotizante quando fala, tanto pela destreza com as palavras quanto pela aparência e gestos que ficam mais espontâneos e confortáveis.

Além deles, há os amigos de Angie que são físicos estudantes assim como ela. Arthur, Pierre, Chantal e Klaus têm personalidades e nacionalidades distintas e bem marcadas, mas juntos são jovens barulhentos e descontraídos como quaisquer outros. A não ser pelos temas de suas conversas que costumam girar em torno de partículas atômicas, eletricidade, cálculos, teorias, anedotas, descobertas e aplicabilidades cientificas.  Isso parece chato? Delete esse julgamento. Os diálogos são muito interessantes e descontraídos, perfeitamente entendíveis!

"Quando se tratava do mundo microscópico, território da física quântica, os elétrons agiam de uma maneira que a mim pareceu pura magia."

Bebedeiras, festinhas particulares, jogos de verdade ou desafio, festas de arrasar quarteirão, jantares românticos, comemorações científicas. Tudo e todos ali quebram os paradigmas associados à imagem daqueles que se dedicam à ciência essencialmente. Nada de pessoas alucinadas, obtusas e frias – talvez apenas Brian que era bastante reservado e ficava cada vez mais misterioso – muito menos personalidades malucas e mentes ensandecidas. São personagens normais, facilmente relacionáveis à realidade de alguém que não entenda uma vírgula de física, química ou biologia. Muitos deles tão “vida loka” quanto qualquer jovem contemporâneo. E isso é DE MAIS! Eu ri muito e também me chateei muito – no bom sentido de leitura – com esse livro!


Curioso é que eu marquei vários trechos do livro e depois quando fui revisá-los percebi que todos tinham alguma curiosidade sobre física relacionada. Não foi usada uma linguagem comum para narrar essa história, é uma linguagem científica “coloquializada” e romanceada e que teve um resultado muito bom! Às vezes o drama imprimido pela Laila em algumas situações me irritava, mas nunca a ponto de tornar a leitura desagradável.

"Havia ficado sem estrela e, portanto, desprovida da orbita que dava sentido aos meus movimentos. Eu agora era um planeta errante condenado a vagar pelo vazio cósmico, um cometa à deriva no Universo."

Honestamente eu não sei se me decidiria com mais facilidade do que ela entre Alécio e Brian, até porque a Laila nunca conseguia ter certeza das intenções de nenhum dos dois e fica difícil formar uma opinião diferente quando o livro é narrado por ela, então não posso condená-la como “mimizenta”. Mas ela era muito medrosa às vezes e um tanto egoísta, eu teria tomado algumas decisões com mais sabedoria que ela. Só acho. 

Les Horrible Cernettes (LHC) - Collider é 
mencionada no livro e tem tudo a ver. 
Uma história curiosa e divertida!

Laila continuou preenchendo seu molesquine com todas as experiências, inclusive as anedotas científicas que aprendia, e também escrevia e-mails para os pais com alguma frequência. Era legal ver como ela se portava com eles, mas o estranho é que nunca tínhamos noção de se e como eles reagiam aos e-mails dela. Nenhuma resposta sequer. Acho que isso ficou um pouco vago na integração da narração. Os capítulos finais são os mais tensos e em que a Laila mais me irritou. O final me deixou feliz, mas fiquei com a sensação de que foi enxugado demais. Deixou um grande gostinho de quero mais!

"- Vou porque preciso me curar.
- Se curar de quê? (...)
- Me curar de você."

No todo, Quantic Love foi uma ótima leitura. Gostei da narração que foi bem clara e envolvente, bem relacionada com o contexto. De certo, o fato da autora ser uma física e conhecer o ambiente da história contribuíram para isso, mas devemos a ela o mérito de ter construído uma boa narrativa. Os capítulos curtos e ágeis, e os diálogos bem escritos e pontuados, contribuem para uma leitura bastante fluida. É interessante como os títulos dos capítulos podem ser curiosos, e se encaixarem perfeitamente ao texto. Bem criativo!

A diagramação do livro também é bastante bonita com fonte e espaçamentos bons e algumas decorações que simulam o caderninho de Laila. As páginas brancas não foram um problema para mim, mesmo que eu prefira as amarelas. Na verdade elas contribuíram para deixar o livro com um visual melhor. Não encontrei incoerências na tradução ou erros de revisão, então devo fazer um cumprimento à editora pelo bom trabalho!

Resumindo a história, alguns aspectos não permitiram que o livro se tornasse um de meus favoritos, mas chegou bem perto. Foi inevitável pensar que fãs da série “The Big Bang Theory” irão gostar do livro. De um jeito ou de outro, recomendo bastante essa leitura!

"Encontrar o amor é também uma questão de tentativa e erro."


 EXTRA! Mais uma música relacionada e feita especialmente para Quantic Love! Uma gracinha!

Avaliação:

4 de junho de 2014

TOP Disney #1: 10 músicas de animações com melhores mensagens

Vocês já viram quantos "Top alguma coisa" tem no Youtube sobre as produções da Disney? "Top vilões", "Top cenas românticas", "Top cenas engraçadas", "Top músicas de sucesso", "Top voz feminina"... Eu sei porque eu adoro ficar assistindo! [risos] Minha mãe até pega no meu pé: "Não vai crescer não, menina?". Não mãe, não vou porque eu adoro isso. \o/ É bom demais pra deixar para trás! 

Meus favoritos são os de música, porque as músicas da Disney são viciantes. A febre de paródias para "Você quer brincar na neve" de Frozen é a prova mais recente, sem mencionar "Let it go". Então eu resolvi fazer os meus "TOP Disney". Não sei quantos vãos ser, vão depender da minha inspiração e disponibilidade. Essa semana eu quero começar inspirando as pessoas!

TOP 10 músicas de animações da Disney com melhores mensagens

Sabem aquelas músicas que falam sobre a vida, sobre recomeço, fé ou simplesmente como aproveitar as coisas simples? Nem precisa ser a música toda, às vezes um único verso ou uma parte do instrumental basta para passar toda a mensagem. São elas que vamos ver hoje! Essas são as que me tocam mais e até me fazem derramar algumas lágrimas ou quase isso, confesso. 

10 - I'm on my way (Lá vou eu) - Brother Bear I (Irmão Urso I) 

Quem nunca ficou todo empolgado cantando essa música como o Koda? Eu mesma cantava a plenos com meus amigos do ensino médio pelos caminhos da escola. Acho que esse fato mais a letra contribuem para me deixar saudosa do colégio.

Trecho favorito da música original:
"'Cause there's nothing like (Porque não há nada como)
seeing each other again (Ver uns aos outros novamente)
No matter what the distance between (Não importa a distância que separa)
And the stories that we tell (E as histórias que contamos)
will make you smile (Irão fazer você sorrir)
Oh it really lifts my heart (Isso engrandece meu coração)"

Trecho favorito da versão naional:
"E, se a chuva cair, não vou parar!
Qualquer tempestade tem fim!
E o vento no meu rosto a soprar
Me faz sonhar!
O que eu quero é caminhar assim!"



9 -Go the distance (Vencer distâncias) - Hércules

Eu fico toda simpatizada com o pequeno desajustado Hércules do início do filme, porque eu já me senti assim e ainda há momentos em que me sito de forma parecida. É quando uma versão instrumental dessa música começa a tocar no fundo da minha mente e me anima. Afinal, todos nós merecemos um lugar a que pertencer! Meu pai diria que esse meu pensamento é ingênuo, pode até ser, mas eu acredito nele e isso é suficiente para que eu possa torná-lo uma realidade.

Trecho favorito da música original:
"I'll be there someday (Estarei lá algum dia)
I can go the distance (Posso vencer a distância)
I will find my way (Encontrarei meu caminho)
If I can be strong (Se eu puder ser forte)
I know every mile (Sei que cada milha)
Will be worth my while (Valerá o meu tempo)
When I go the distance (Quando eu vencer a distância)
I'll be right where I belong (Estarei bem onde eu pertenço)"

Trecho favorito da versão nacional:
"Eu viajarei
Vou vencer distâncias
Sei que chegarei
Com o meu suor
Nesse tal lugar
Onde vou parar
Eu sei que a minha vida vai ser bem melhor"





8 - Son of man (Como um grande homem deve ser) - Tarzan 

Essa música só pela sua letra já é uma grande lição, no filme então ela fica mais "sabia" ainda quando vemos a determinação do pequeno Tarzan em mostrar que ele é digno da aceitação de Kerchak. Eu não consigo escolher uma estrofe dessa música, ela inteira, em ambas as versões, é linda! Aliás, a trilha sonora de Tarzan é uma das que mais gosto!




7 - We are one (Somos um) - The Lion King II (O Rei Leão II)

Aqui está uma parte de outra trilha sonora que eu amo. Eu fico toda chorosa quando ouço essa música. Porque ver o Simba como pai atinge fundo os meus sentimentos. A Kiara também é uma gracinha. Mas sobretudo essa música é especial pela forma como ela fala da família. Aquela que irá te dar suporte, olhar por você, não importa o caminho que escolha. Isso é uma verdade pura. Pensando que algum filósofo grego se remexeu no túmulo com essa minha última afirmação.

Trecho favorito da canção original:
"But You'll See Every Day (Você verá dia a dia)
That We'll Never Turn Away (Que nós nunca vamos abandonar)
When It Seems all Your Dreams Come Undone. (Quando parecer que todos os sonhos acabaram)
We Will Stand By Your Side (Ficaremos aos seu lado)
Filled With Hope and Filled With Pride (Cheios de esperança e cheios de orgulho)
We Are More Than We Are (Somos mais do nós somos)
We Are One (Somos um)
Family family (Família, família)
we are one (Somos um)"

Trecho favorito da versão nacional:
"Numa só direção temos um só coração
Não temos mas medo algum
Você vai conseguir a coragem pra seguir
Então vai descobrir
Somos um"




6 - Lesson number one (Primeira lição) - Mulan II

Essa é uma das músicas que eu acho que tem mais a ver com a cultura retratada no filme, por falar do pensamento universal do equilíbrio. É uma lição que devemos carregar em nossa vida independente de quem somos ou onde estamos, mas não é um aprendizado nada fácil. Percebem como é fácil perdermos o controle pelos excessos? Não há como escolher um trecho dela, isso provocaria um desequilíbrio na mensagem, então ambas as versões são muito bem construídas!




5 - Circle of life (Ciclo da vida) - The Lion King I (O Rei Leão I)

O que dizer de uma das músicas que me causam arrepios só com a introdução? Sem contar que ela tem um grande significado, principalmente se você cresceu com O Rei Leão. :3 Impossível escolher um trecho específico.







4 - When you believe (Milagres são reais) - The Pince of Egypt (O Príncipe do Egito)

Está chegando o meu Top 3, então não vai ser fácil encontrar palavras para explicar o que essas músicas significam. Mas se você já ouviu "Milagres são reais" alguma vez entende quando eu digo que ela faz a sementinha da esperança virar uma frondosa árvore em nosso peito. Ouvir essa música já fez uma grande diferença em alguns momentos da minha vida. :')

Trecho favorito da canção original:
"In our hearts a hope for a song (Em nossos corações a esperança de uma canção)
We barely understood  (que mal compreendemos)
Now we are not afraid  (Agora não temos medo)
Although we know theres much to fear (Mesmo que haja muito a temer)
We were moving mountains (Estavamos movendo montanhas)
Long before we knew we could whoa yes (Antes mesmo de saber que podiamos)" 

Trecho favorito da versão nacional:
"Milagres são reais
Quando se crê
Deve haver fé, não desistir
Milagres é só crer
Você vai ver
Se você crer, vai conseguir
Mas só se você crer"







3 - I'm almost there (Quase lá) - The Princess and The Frog ( A Princesa e o Sapo)

Minha música predileta do filme! A força e a perseverança de Tiana são o tipo de inspiração que uma garotinha precisam ter. Então ver o quanto ela é focada e dedicada é muito importante! Eu já me peguei cantando ela mentalmente e batendo o pé no ritmo, principalmente quando as coisas ficavam difíceis e eu começava a desanimar.

Trecho favorito da canção original:
"I remember daddy told me (Lembro que papai me disse)
Fairy tales can come true (Contos de fadas podem se realizar)
But you gotta make them happen (Mas você presa fazê-los acontecer)
It all depends on you! (Isso depende de você!)"

Trecho favorito da versão nacional:
"Lutas e problemas eu tive já
Mas agora não vou desistir
Porque estou quase lá
O meu pai me disse um dia
'Tudo pode acontecer
ver um sonho realizado
só depende de você'
Trabalhei bastante até aqui
Agora as coisas vão fluir
Só preciso insistir 
Mais um pouco e conseguir"






2 - God help the outcasts (Salve os proscritos) - The Hunkback of Notre Dame (O Corcunda de Notre Dame)

A beleza dessa música vai muito além da composição e da performance. O contexto de que todos temos que ter fé em algo ou alguém de alguma forma é uma lição que nem todos entendem, mas acaba sendo a maior verdade de nossas vidas.

Trecho favorito da canção original:
"I don't know if You can hear me (Não sei se pode me ouvir)
Or if You're even there (Ou se está mesmo aí)
I don't know if You would listen (Não sei se escutria)
To a gypsy's prayer (A prece de uma cigana)
Yes, I know I'm just an outcast (Sei que sou só uma pagã)
I shouldn't speak to you (Não deveria falar contigo)
Still I see Your face and wonder (Mas olho para você e imagino)
Were You once an outcast too? (Se já não foi assim também)"

Trecho favorito da versão nacional:
"Não peço por mim
Deus me valeu
Mas há tantos, por fim
piores que eu
Salve o meu povo,
os pobres tão sós
eu peço a Deus
que olhe por nós...
Salve os proscritos e 
olhe por nós."






1 - Colors of the wind (As cores do vento) - Pocahontas

Minha favorita. A sabedoria de um povo leigo, fruto da vivência é a mais pura. Eu tenho vontade de chorar, juro, quando ouço essa música, especialmente em alguns trechos. 

Trecho favorito da canção original:
"You think the only people who are people (Você pensa que as únicas pessoas dignas)
Are the people who look and think like you (São as pessoas que pensam como e parecem você)
But if you walk the footsteps of a stranger (Mas se seguir o caminho de um estranho)
You'll learn things you never knew, you never knew (Aprenderá coisas de que nunca soube)"

Trecho favorito da versão nacional:
"Não vai mais o lobo uivar para a lua azul,
já não importa mais a nossa cor.
Vamos cantar com as belas vozes da montanha,
e com as cores do vento colorir.
Você só vai conseguir desta terra usufruir
se com as cores do vento colorir."






E para vocês, quais são as suas músicas favoritas, que possuem mensagens valiosas? Não se prenda às canções da Disney, sei que você tem muitas! Eu também tenho, mas só digo depois que você me contar primeiro!

3 de junho de 2014

TAG #12: Futebol Literário

Olá pessoas! 

Esta é a última TAG da Ação Eu Valorizo a Literatura Nacional e também minha última postagem antes do encerramento. Eu gostaria continuar postando mais e mais coisas para vocês até o último minuto, mas vou precisar fazer uma viagem pelos próximos dias com a finalidade de me tornar oficialmente uma universitária \o/ e não fui capaz de programar tudo que eu gostaria. Mas fiquem comigo - ou com o blog nesse caso - haverá muitas postagens bem legais essa semana! E deixem comentários, prometo que respondo todos quando voltar!

Voltando à TAG de hoje, ela foi criada por nós, blogueiros que promoveram a Ação, no clima de Copa do Mundo. São 10 perguntas tematizadas com expressões do futebol e voltadas para os livros nacionais. Se alguém quiser fazer essa TAG pode ficar a vontade, só deem os créditos a nós. ;) 


1- Banco reserva: Qual o personagem nacional que já ficou na pior friendzone ou então qual personagem de um livro tinha menos destaque/utilidade no grupo.

Hum... O Professor de Capitães da Areia – Jorge Amado ficou numa baita friendzone! Ele gostava da Dora, mas ela só queria saber do Pedro Bala. Fiquei sentida por ele, mas não tinha como não gostar de Pedro e Dora juntos!

Dora e Pedro / Professor e Dora (Imagens da adaptção cinematográfica de Capitães da Areia, 2011)
2- Cartão vermelho: Qual personagem mais hot/desejado dos livros nacionais que você leu.

Difícil de novo... Já conheci muitos rapazes interessantes nesses livros nacionais. Mas acho que nenhum assim tão... “pura sedução”. Quer dizer, tem o Gato de Capitães da Areia que é mestre na arte com as mulheres, mas particularmente não o achei interessante.
Acho que vou ficar com Ian Clarke de Perdida – Carina Rissi. Li há um tempinho e o Ian não  é exatamente galanteador. Na verdade ele é educado, cavalheiro, sério... Afinal ele é um exemplar homem do século XIX. FOFO!!!! Mas essa serenidade de Ian não demorou nadinha pra me arrebatar inteira. Acho que tenho alguma coisa com esse nome, Ian.

3- Gol de placa: Melhor beijo/romance em um livro nacional.

Sei que alguns vão me achar maluca, mas eu sou muito romântica, no sentido literal e literário da palavra, então minha escolha é Aurélia e Seixas do livro Senhora – José de Alencar. Esses dois passaram por separações, brigas, provações, humilhações e muito rancor... Mas o amor deles sobreviveu e, ainda que calejado, perdoou. 
Enquanto eu lia, em meio a toda aquela hostilidade, quando um deles vacilava, quase dando o braço a torcer, eu ficava louca de ansiedade. Então a cena final foi marcante para mim como leitora devota. [risos]

Aurélia e Seixas (Telenovela "Essas Mulheres", 2005)
4- Pior Juiz/Arbitro: Qual o vilão/antagonista que deu mais trabalho.

Eita... acho que ainda não li um nacional com um vilão assim: com um vilão, vilão! Sabe do tipo que é personificado e diretamente conhecido e temido. Mas um dos piores vilões-situação que encarei nas páginas brasileiras foi em Rio 2054 – Jorge Lourenço. Era toda uma situação e tinha muita gente envolvida, fiquei sem saber quem era o verdadeiro culpado de toda aquela confusão até o grand finalle. Atormentador!

5- Melhor torcida: Qual livro teve o melhor elenco de personagens.

Oh Deus! Eu já li tantas histórias com um elenco de arrasar... Os meninos Capitães da Areia; os tripulantes de A Casa de Avis; a galera de A Turma da Rua Quinze; o curioso grupo de aventureiros em A Ilha de Kansnubra; Os Fantasmas, motoqueiros de Rio 2054... O que fazer?
Bom, acho que vou ficar com meus meninos homens, injuriados, mas sonhadores... Os Capitães da Areia. Nunca consigo expressar direito como e porque eles me cativaram, mas isso é inegável.

Alguns integrante dos Capitães da Areia reunidos para escutar as histórias
de Professor. (Imagem da adaptação cinematográfica Capitães da Areia, 2011)
6- Competição acirrada: qual livro nacional com melhor plot twist.

Rá! Rio 2054 – Jorge Lourenço. Para mim até hoje, nenhum outro conseguiu me surpreender tanto a ponto de me fazer reler um capítulo inteiro para ver se não tinha lido errado. Só digo isso.

7- Jogo indeciso: Que livro nacional você teve uma relação de amor e ódio com o protagonista ou algum outro personagem.

Todas as estrelas do céu – Enderson Rafael. Eu adorava e detestava a Carol e o Leo quase na mesma medida. As vezes estava completamente do lado deles, mas às vezes não concordava nem um pouco com suas decisões.

8- Melhor jogo: Que livro você não queria que acabasse.

A Casa de Avis – Marcelo Mússuri. Eu tive uma experiência incrível com esse livro pela forma como prosa literária e história foram desenvolvidas. Volta e meia aparecia uma curiosidade que eu não havia antecipado até ela acontecer, e também tinha a história de cada personagem... Era um mundo sem fim o livro e eu queria continuar a explorá-lo! O jeito é esperar o próximo livro da Trilogia Calicute.


 9- Pênaltis: Qual o livro com final mais tenso.

Já vou citá-lo pela terceira vez, mas pelo que eu sinto e pelo que dei testemunho nas questões 4 e 6 dessa TAG, não consigo pensar em resposta melhor. Rio 2054 me deixou, literalmente, sem fôlego porque eu esqueci mesmo de respirar. E de estudar também, lembro até hoje que era para ter revisado a matéria de Química Orgânica do cursinho, mas adiei por causa do livro. [risos]

10- Festa da vitória: Qual livro você mais ficou satisfeito com o final.

Acredito que tenha sido Memórias de Um Sargento de Milícias – Manuel Antônio de Almeida, não está entre os melhores clássicos que já li, mas não resisti em me simpatizar com o anti-heroismo de Leonardo. Então, no momento em que as coisas entraram nos eixos eu não pude ficar mais satisfeita.

É isso aí, meus caros! Quem ficou animado em participar do jogo pode ficar a vontade, depois deixe o link nos comentários que eu também quero conferir! Podem respondê-la tirando a restrição dos livros nacionais, talvez eu até a responda abertamente em outra ocasião, só não sei se será tão desafiador. Enfim, sintam-se "TAGueados". ;)

2 de junho de 2014

TAG #11: Copa dos Nacionais - RESULTADO!


Fala torcida apaixonada!

Hoje foi encerrada e contabilizada a ultima fase da nossa TAG. Todos os blogs foram visitados e os seus votos computados. Gostaríamos de agradecer a todos que participaram e se empolgaram durante todos os "jogos" da nossa Copa! Agora, sem mais delongas, vamos descobrir quem é o nosso Livro Campeão e como ficou o nosso pódio...



Nem todos votaram nos 3 livros como teria sido ideal para dar uma chance igual a todos, mesmo que não tivessem lido, bastava se basear nos comentários da postagem. Mesmo assim valeu a participação! Precisamos destacar o imenso fã clube que FML Pepper possui, agitaram o jogo com vontade. Aposto também que mesmo o segundo lugar será uma grande conquista para a Duda, afinal o livro acabou de ser lançado. Mesmo tendo ficado em terceiro lugar, Rio 2054 e o Jorge merecem um "Viva!" por ter chegado até aqui e pela qualidade literária que representa!

Obrigada a todos por votar, compartilhar e se envolver! Agora.. Hora das comemorações!!!

P.S.: As postagens da ação vão se estender por mais uma semana em alguns blogs, então fiquem ligados!
Dia 07/06 será o encerramento e realizaremos o sorteio da Promoção Especial Nacionais, então não deixem de acompanhar e participar!!!