
Título/Título original:
Um Homem de Sorte / The Lucky One
Autor: Nicholas Sparks
Editora: Novo Conceito
Ano de lançamento: 2011
Status: Livro único
Páginas: 352
Onde encontrar: Saraiva, Submarino, AmericanasTibault é um ex-fuzileiro naval que foi enviado ao Iraque, três vezes, e sobreviveu enquanto o seu pelotão sofria baixas constantes. Por mais que ele não queira ou não consiga acreditar, foi sorte. Melhor, foi destino e sorte. Graças a uma fotografia.
De volta a casa, dispensado do serviço como fuzileiro, Logan Tibault não vê mais sentido em sua vida, no que as pessoas fazem ou falam à sua volta. Não é possível ter uma vida comum depois de ter estado em uma guerra. Depois de um reencontro com o amigo Victor, também ex-fuzileiro, Logan tenta aceitar a ideia de que deve sua sobrevivência à fotografia, ou nesse caso, à moça da fotografia: E. Talvez para se convencer, talvez para compreender o que deve fazer Tibault pega a estrada e vai a pé do Colorado à Carolina do Sul, na companhia de Zeus, seu pastor alemão.
Esse , meus caros, é o pontapé para uma história envolvente e densa em suas reflexões. “Um homem de sorte” é o primeiro romance do Nicholas Sparks que li [estou imaginado muitas carinhas surpresas e abismadas ao ler isso] e, sinceramente, estou me perguntando porquê tanta procrastinação!
“Beth
percebeu uma verdade bem simples: às vezes as coisas mais ordinárias podem
transformar-se extraordinárias, simplesmente se realizadas pelas pessoas
certas”
A narrativa em terceira pessoa e marcada por
diferentes pontos de vista é uma excelente estratégia para dar consistência aos
acontecimentos sem perder o sentido, além de permitir uma visão global da
história. Nicholas faz um excelente uso dessa estratégia de narração e, com um
jeito próprio, constrói uma obra incrível!
As personagens são marcantes: a sabedoria bem
humorada de Nana, a contrição e encantos de Logan, a genialidade infantil de
Ben, o ego irritante de Clayton, o gênio e a docilidade de Beth, a lealdade e
graça de Zeus. Todos muito presentes, alguns extremamente amáveis, outros
inteiramente odiáveis e também há aqueles com a tendência de ficar em cima do
muro dos sentimentos [Isso não tem uma cara de “mocinha”? Pois é.].
“- Você me pegou.
-Peguei mesmo.
-Pensei que tivesse melhorado meu
jogo.
- E melhorou.
-Até?
- Até a segunda jogada.
Logan riu. – Piada de enxadrista?
- Há várias piadas desse tipo –
disse Bem, obviamente orgulhoso de si mesmo.”
A forma como o romance é construído... Sparks faz jus
à fama! Lentamente e, ainda assim, pegando fogo. O conflito do livro é bem
sutil, do tipo que te incomoda, mas não te traz ira ou desespero. Fica ali,
atenuado, até o clímax! A história flui muito bem, eu me envolvi tanto com os
personagens que, volta e meia, ficava dando sermões e com aquela intuição:
“Fulano, você fez merda de novo?!”, mas o ápice fica guardado para os últimos 6
capítulos: curtos e intensos. Aliás, que susto eu tomei naquele Epílogo! Que
final!
O melhor é que, durante a leitura, você não pode
evitar as reflexões sobre o fato de suas escolhas serem suas ou a necessidade
de cumprir algo maior. Também, a precisão de deixar as pessoas que você ama
felizes e seguras, a vontade de estar com elas... São aspectos que se
intensificam muito no leitor.
Adorei as cenas com a Nana e com
o Zeus, talvez meus personagens favoritos por serem cheios de uma sabedoria e
uma alegria especial. E também a passagem do sorvete caseiro... para mim foi tocante e muito expressiva dentro da história.
“Beth apontou
para a televisão. – Como está indo o Braves hoje?
-Parece um maço
de cenouras.
-Isso é bom ou
mal?
-Cenoura sabe
jogar beisebol?
-Acho que não.
-Então, você já
sabe a resposta.
Beth sorriu ao
ir para a cozinha. Nana ficava meio irritada sempre que o Braves estava
perdendo.”
Desculpem-me se a resenha ficou
um pouco vaga, com muita opinião e poucos fatos concretos sobre o livro, mas
não vou conseguir ser mais precisa sem soltar spoilers sobre os acontecimentos
ou sobre cenas que, para serem especiais, precisam do ineditismo da leitura.
A verdade é que “Um homem de
sorte” é para ser lido, sentido, vivenciado e refletido.Então, meus caros, não tenham
receio de lê-lo na primeira oportunidade que tiverem, ou criem essa
oportunidade porque vale a pena.
Avaliação
Agora, acho que minha próxima leitura precisa de uma carga de fantasia... Mas, definitivamente, preciso de mais Nicholas Sparks! [risos]
Vejo vocês por aqui, meus
queridos!
Vi o filme por influência de alguém muito especial... Inclusive esse alguém nunca vê um bom filme e fica sem ir em busca de sua versão literária, o que denota sabedoria... O fato é que mais uma vez fui seduzida...
ResponderExcluirBom, eu recomendo mesmo que leia o livro. O filme é bom, realmente. No entanto, como na maioria dos casos, nem se compara ao livro... muito mais profundo e cativante. Ah, mas é verdade... eu não conseguia imagina o Logan diferente do Zac Efron! \o/
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