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18 de março de 2014

Resenha #8: Cidade dos Ossos - Cassandra Clare (Série Os Instrumentos Mortais)

Oi lindos, sem que havia prometido a Resenha de A Casa de Avis para essa semana, mas estou numa maratona de dois turnos na auto-escola e não tive a oportunidade de escrever a resenha ainda. Mas como já estava programado para essa semana, aqui vai a resenha de Cidade dos Ossos. Semana que vem posto a resenha de A Casa de Avis, enquanto isso eu finalizo Cidade das Cinzas. Pois é, leituras indo de vento em polpa! :D

Título/Título original:
Cidade dos Ossos / City of Bones
Autor: Cassandra Clare
Editora: Galera Record
Ano de lançamento: 2010
Status: Série Os Instrumentos Mortais
#1 Cidade dos Ossos
#2 Cidade das Cinzas
#3 Cidade de Vidro
#4 Cidade dos Anjos Caídos
#5 Cidade das Almas Perdidas
#6 Cidade do Fogo Celestial
Páginas: 459
Skoob/Goodreads:Link1 / Link2
Onde encontrar: SaraivaSubmarinoAmericanas

Segundo passo da Meta, concluído! Na verdade, concluído há bastante tempo. [risos] Há cerca de uma semana terminei de reler Cidade dos Ossos para retomar a leitura da série. Mais uma vez, foi uma experiência incrível nesse mundo de sombras, segredos e sensualidade.

Clary Fray acaba de completar 16 anos e em meio à suas indisposições com a mãe, Jocelyn Fray, e aventuras com o melhor amigo, Simon Lewis, ela vive uma típica vida de adolescente. Até que ela testemunha um assassinato sinistramente suspeito em uma casa noturna. E então tem esse menino “dourado” e com a altivez de um leão que apenas ela parece enxergar e que está atrás dela, nada confortável. Perturbador. Uma ligação da mãe é o que faltava para o mundo de Clary não apenas virar de cabeça para baixo, mas ficar dando cambalhotas intermináveis e desavisadas.

“- Já superei isso – ele disse – Acho que você me entendeu. Diferente não quer dizer melhor Clarissa. Sua mãe estava tentando protegê-la. Não tenha raiva disso.”









Sua mãe desapareceu, Clary “passou” a ter uma visão assustadoramente diferente do seu entorno, Luke a abandonou, ela não parece ser bem-vinda no Instituto, lutas improváveis e mortais fazem parte da “agenda” de Clary com certa frequência, sua mente é um baú valioso e trancado e ela não faz ideia de onde esteja a chave, e um nome – Valentim – parece ser a causa de todos os problemas. Seja bem-vindo ao Mundo de Sombras, onde todas as histórias são verdade.


“— Você supôs? Você devia ter muita certeza, considerando que poderia ter me matado.
Ele apertou um botão na parede e o elevador entrou em ação com um ronco vibrante que ela sentiu por todos os ossos e os pés.
— Eu tinha noventa por cento de certeza.
— Entendo — disse Clary.
Deve ter havido alguma coisa na voz dela, porque ele se virou para olhar para ela. A mão dela estalou contra o rosto dele, um tapa que fez com que ele cambaleasse. Ele pôs a mão na bochecha, em uma reação mais de surpresa do que de dor.
— Mas por que você fez isso?
— Os outros dez por cento — ela disse, e eles andaram o resto do caminho em silêncio.”


Lobisomens, feiticeiros, vampiros, fadas, demônios, anjos... Todos existem – ou ao menos é o que se diz – e com o tempo vão dando as caras de formas peculiares e aterradoras. Jace, Isabelle, Alec, Hodge e a própria Clary são Nephilim, Caçadores de Sombras, uma raça criada pelo Anjo Raziel, são parte humano e parte anjo, e devem proteger o mundo humano das ameaças demoníacas que vem das outras dimensões. Bom, não apenas os mundanos – seres humanos comuns – mas também os membros do Submundo, aqueles que têm parte de energia demoníaca. Parece que a única coisa normal que restou para Clary foi Simon, seu melhor amigo e um mundano. Mas até quando? Clary está perdendo tudo o que mais ama: a família, a normalidade, a sanidade... tudo escorregando entre seus dedos.

“ Ela observou silenciosamente, com uma sensação estranha crescendo no estômago. Quando Simon se tornara responsabilidade de Isabelle, e não dela? Se havia uma coisa que ela estava aprendendo com tudo isso era a facilidade com que é possível perder tudo o que se pensa que será para sempre.”

Ao mesmo tempo que é inserida na vida para a qual nasceu, Clary tem que encarar o possível colapso desse mundo – e de todos os outros. Tentando compreender o porque de todos os acontecimentos, Clary conhece o que deveria ser a história de sua mãe, de Luke... de seu pai. Junto com Simon, Jace, Isabelle e Alec, ela inicia a caçada pelo Cálice Mortal. Um dos Instrumentos Mortais, deixado pelo Anjo como um instrumento para criação de mais Caçadores de Sombras. Exatamente o motivo pelo qual temem tanto a possibilidade de que Valentim o encontre antes.

"— Isso é ruim — disse Jace.
— Você já disse isso.
— Pareceu adequado repetir.
— Bem, não foi"

Com uma narrativa em terceira pessoa, mas predominantemente sobre a perspectiva de Clary, o Mundo de Sombras, suas belezas e riscos são apresentados e me carregou em uma leitura envolvente. Adorei a forma como Cassandra costurou todas essas histórias fantásticas, eu me descobria segurando a respiração, correndo os olhos pelas sentenças vorazmente, suspirando de tristeza ou paixão e rindo feito boba. Além disso os personagens são bem marcantes e os humores de Jace e Simon merecem destaque: um é sarcástico e tem uma acidez defensiva que te da uma impressão de invencibilidade, mas se olhar de perto vai perceber os danos tentando ser mascarados; o outro é tímido, doce, engraçado e meio geek, e apesar da aparente fragilidade tem força de vontade e convicções impressionantes.


Clary é... meio perturbada. Não é para menos, a menina mal sabe quem ela é mais, perdeu muita coisa e ganhou outras, mas parece que as perdas vão continuar sendo maiores que os ganhos. Então Clary não é muito inteligente, nem muito engraçada, mas ela é forte, durona. Um pouco birrenta, não muito agradável, ainda assim terna. E ela acabou por me cativar um tanto. Os irmãos Lightwood são bem distintos, Isabelle é enérgica, falante, cheia de atitude, enquanto Alec é retraído, fala pouco e não faz piadas, é direto quando quer, e é um tanto misterioso. Eu, particularmente, me simpatizei bastante com a Izzy e senti falta de uma participação maior dela no livro. Já Alec ás vezes parecia tão amargo “sem sentido” que eu o achei meio antipático.

“- Eu posso até ser um assassino [...] mas eu sei o que sou. Você pode dizer o mesmo a seu respeito?” 

Durante a leitura vamos descobrindo melhor o porque dessas personalidades, o que é bem legal pela forma como conhecemos melhor as personagens, Cassandra fez um excelente trabalho na construção deles. Aliás, toda a história, cheia de aventuras e segredos, é uma viagem absurda e deliciosa. Alguns aspectos para mim ficaram meio “inexplicados” como o fato dos Lightwood não conhecerem tão bem a história de Jace, apesar de tê-lo criado por 7 anos, mas como a história ainda continua em outros cinco livros tenho esperança que essas questões sejam esclarecidas.


Eu li Cidade dos Ossos, anteriormente, bem antes de assistir ao filme, de modo que as múltiplas mudanças
da adaptação em relação ao livro para mim não foram tão chocantes. Mas ao reler o livro eu fiquei assustada de como eles misturaram e alteraram as passagens, sem contar outras coisas desnecessárias, para esse filme, que eles “adiantaram”. Ainda assim, se você considerá-lo apenas como um filme foi uma ótima produção. Um dos filmes de  fantasia/aventura que eu mais gosto, com boa atuação, boa trilha sonora, boa caracterização e os efeitos apesar de não serem os melhores, ficaram bem legais também. Enfim, a leitura de Cidade dos Ossos está altamente recomendada.

"Mas demônios vêm de outros mundos. Eles são parasitas interdimensionais. Eles chegam a um mundo e o utilizam. Eles não podem construir, apenas destruir, eles não podem fazer, apenas usar. Eles drenam um lugar até as cinzas e quando ele está morto, eles se deslocam para o próximo. É a vida que eles querem, e não apenas a sua vida ou a minha, mas toda a vida deste mundo, seus rios e cidades, os seus oceanos, o seu tudo. E a única coisa que está entre eles e a destruição de tudo isto - ele apontou para fora da janela da carruagem, acenando a mão dele como se ele pretendesse indicar tudo na cidade, dos arranha-céus nas torres ao tráfego obstruído em Houston Street – é o Nephilim."

Avaliação:

10 comentários:

  1. Dany, no final de "Cidade de Vidro", tudo já é resolvido! Os livros eram para ser uma trilogia, então tá tudo certo agora! hahaha Eu adorei esse livro, realmente envolve o leitor! E também não simpatizei com Alec logo de início (mas nem com Izzy, então... haha)
    Beijos,
    Déia!
    Own mine

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    1. kkkkk Ah, eu gostei da Izzy de verdade. Eu não fui muito foi com a cara da Clary, porque eu também acho o Simon muito liiiindo e ela ficava dando uma de sonsa e "explorando" ele! Mas não acho que ele daria certo com a Clary, prefiro mesmo que ela se acerte com o Jace de algum jeito. kkkk O que eu gosto mesmo é de toda a ideia do plano de fundo dessa história.

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  2. Já está na minha lista! hahahaha

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    1. É muito bom! Sou apaixonada pelo mundo fantástico da Cassie!

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  3. VocÊ precisa ler cidade de vidro é o melhor da série

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    1. É uma das minhas próximas leituras. Só estou aguentando a espera porque o final de Cidade das Cinzas não foi tão aterrorizante. :)

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  4. Adoro livros de fantasia e aventura e a resenha deixa claro que "Cidade dos Ossos" é o melhor exemplo do gênero, uma obra recheada de aventuras misturando o mundo real com todo mistério do sobrenatural. Adorei a resenha e, com certeza, vou adorar o livro.

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    1. Não diria que é o melhor, mas é muuuuito bom pelo mix que faz sem errar a dose!

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