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10 de fevereiro de 2014

Resenha #5: A Elite - Kiera Cass



Título/Título original: A Elite / The Elite
Autor: Kiera Cass
Editora: Seguinte
Ano de lançamento: 2013
Status: Livro em série
#1 A Seleção
#2 A Elite
#3 A Escolha
Páginas: 360
Skoob/Goodreads: Link1 / Link2
Onde encontrar: SaraivaSubmarinoAmericanas




A Elite, assim como A Seleção, é um livro fácil e ágil. No entanto, a história é um pouco mais pesada agora. Ainda assim, continuo com a mesma dificuldade de senti-la como uma distopia. Se em A Seleção os conflitos sócio-políticos e os conflitos românticos já travavam uma briga ferrenha pelo primeiro plano do livro, em A Elite a coisa está cada vez mais enrolada! Inicialmente, tudo parece um mar de rosas com muitos momentos fofos e esperançosos. E America implorando por tempo. Tempo... Tempo... Para todo lado que ela corre, ela pede tempo. Assim nem ele, o mais sábio e paciente, aguenta!

"Eu não estou escolhendo ele, ou você.
Estou escolhendo a mim" (A Seleção)

No final do livro anterior fechamos com Aspen trabalhando na guarda do palácio, os ataques rebeldes e Maxon reduzindo o grupo de Selecionadas à Elite. America parecia estar sendo um pouco racional, tentando isolar-se de conflitos para tomar uma decisão.


Ora vejam só, parece que ela decidiu que fazer cara de confusa e pedir tempo era a melhor estratégia. Eu sei, estou repetindo isso sem parar, mas é que me chateou bastante, toda vez que America fazia menção a isso eu fechava o livro, respirava fundo, contava até dez...


Sim. America estava particularmente irritante, mas ainda assim digna de compaixão. Sorte dela que eu dificilmente consigo ter muita raiva de um personagem. Ela continua “inconsciente” da competição, o que eu considerei mais como um ato tolo do que ingênuo. Por favor! Agora que o grupo fora reduzido à seis garotas, ela entre as cinco (?) melhores opções para Illéa... Mesmo que estivesse 100% segura de ser a favorita de Maxon, jamais deixaria a guarda desarmada daquela forma.


"— America, admiro demais o seu jeito, digamos, honesto. Mas você precisa tomar consciência de que estamos em uma competição — meu sorriso desapareceu diante dessas palavras. — Não mentiria nem falaria mal de você. Só que também não deixaria de fazer as minhas coisas para contar a Maxon algo que você fez bem. Não posso.
— Não precisa ser assim — repliquei calmamente.
 Ela balançou a cabeça novamente. 
— Sim, precisa. Não se trata de um prêmio qualquer. Trata-se de um marido, uma coroa e um futuro. E você talvez seja a que tem mais a perder ou ganhar com isso."


Okay, precisamos levar em conta que America continua presa em seu dilema de não querer perder Aspen e a si mesma e não querer perder Maxon, mas abominar a coroa. Mas a situação inicial é basicamente: Ela está com Maxon, sua decisão é por ele aconteça o que aconteça; Ela está com Aspen, sua certeza é que ele é sua melhor escolha; Ela está sozinha... “Hora de voltar a ser um poço de dúvidas e medo!”. Fato é que, ainda que America tente evitar, a competição avança e ela fica mais encurralada pelas escolhas que deve fazer, sobretudo pela possibilidade de assumir a responsabilidade da coroa.


"Para Maxon, parecia ser muito fácil me dar coisas - até ressuscitar um feriado por minha causa, para garantir que eu tivesse do bom e do melhor -, porque ele tinha o mundo à disposição. E lá estava Aspen: me dando  preciosos momentos roubados e uma ninharia para manter-nos conectados. E a impressão era de que ele me dera muito mais." 


O palácio está bastante movimentado também, no bom e no mau sentido, muitos eventos... Festivos, dramáticos, chocantes! De modo que todos estão sendo testados em ideias e atitudes. Descobrimos um pouquinho mais sobre a história de Illéa, o que é legal. Entretanto, achei muito confusa essas passagens. Não sei se foi por causa da forma como foi apresentada... Achei vaga e embaralhada. Fiquei com duas teorias: ou Kiera está montando um intrincado quebra-cabeça para o último livro; ou ela não quis dar detalhes e ficar amarrada na história, e teve a infelicidade de ser superficial demais.

Fiquei muito triste, ou preocupada, com alguns personagens que estavam agindo muito estranhamente. As empregadas da Meri começaram a discutir, aconteceram coisas de cortar o coração com Marlee e Natalie, e Maxon... Caramba acho que ele está precisando relaxar com urgência e isso é bem verdade e ainda mais impossível. E – Bom, vou pegar no pé da America de novo – ainda que eu goste da personalidade teimosa, solidária e passional da Meri, penso que ela precisa ser um pouco mais responsável e... Inteligente? Não sei se é bem isso, só sei que concordo com Maxon quando ele diz:

"— Mostrei tantos segredos meus, defendi você de todos os modos possíveis. Mas quando você não está contente, faz coisas irresponsáveis. Me exclui, me culpa ou, ainda mais impressionante, tenta mudar o país inteiro."

"— É a coisa mais maravilhosa e terrível que pode acontecer com você — afirmou com simplicidade. — Você sabe que encontrou algo incrível e quer levá-lo para sempre consigo. E um segundo depois de ter aquilo, você fica com medo de perder.
Deixei escapar um suspiro. Ela estava completamente certa.
O amor é um medo belo.”

Ela tem sérias dúvidas se pode ser princesa sim, ela cogita essa possibilidade, já que ela se sente tão bem com Maxon, de um jeito diferente de como é com Aspen. Eu acho que ela tem vontade e coração para comandar Illéa, mas a razão ainda é pouca e ela precisa treinar bem isso. De um modo geral. Rápido! Posto que tempo é uma coisa que ela tem cada vez menos. Digamos que ela praticamente anulou sua cota de “pedir tempo” em A Elite.


"— Pois então. O que farei quando restarem apenas quatro? Dar mais tempo para você? Quando sobrarem apenas três, serei obrigado a escolher. Se restarem apenas três garotas, e você ainda continuar pensando sobre querer ou não a responsabilidade, o trabalho, a mim... O que farei, então?"


É por isso que os temas (distopia e romance) se embaralharam em A Elite, para nossa aflição. Agora não é somente uma escolha que ela deve fazer por seu coração, ela deve pensar em segredos, em diplomacia, em oportunidades, em desafios maiores. Muita tensão, muito drama, romance, ciúmes e mistério é o que reserva o livro e o seu final, sobretudo.


Com uma reviravolta atrás da outra em seus últimos quatro capítulos, A Elite deixa uma curiosidade acentuada pelo desfecho da trilogia. O livro não termina com um “cliffhanger mortal”, mas deixa muitas especulações e pontas soltas. Kiera deve ter tido bastante trabalho ao escrever The One para desfazer as confusões e amarrar o presente ao passado com um desfecho satisfatório. Assim espero. Para saber o resultado mesmo, só em maio!


Avaliação:




12 comentários:

  1. Dany, vou te falar uma coisa: eu amei o livro! "A Seleção" se tornou uma das minhas séries favoritas rapidinho. Mas, sinceramente, a América fica MUITO irritante pedindo mais tempo, mais tempo, Maxon, Aspen, tempo, Aspen, Maxon... AAAH!!!
    Eu quero muito que ela fique com Maxon! Acho que ela seria uma ótima princesa para Illéa, com o devido treino e preparação, claro. E estou super curiosa para ler "A Escolha" e saber como Kiera Cass juntou todas as pontas soltas!
    Beijos,
    Own mine

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  2. Nem fala em curiosidade para ler "A Escolha"... Preciso pelo menos dos Contos até lá. Já li "O Príncipe" mas estou curiosa por "O Guarda" [e os primeiros capítulos de A Escolha, claro].

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  3. Faz tempo que quero ler essa série! Adoro as capas dos livros, são lindas.

    Adorei o blog!
    Estou seguindo.

    Ficarei feliz com uma visita sua ao meu blog!
    www.meuslivrosesonhos.blogspot.com.br

    Um abraço!

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    1. São sim! Da primeira vez que as vi fiquei apaixonada...

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  4. Minha próxima leitura ;)
    Adorei seu blog, se puder visitar o meu...
    http://lendocomchuva.blogspot.com.br/

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  5. A Seleção é minha trilogia favorita (independente do fim). Achei 'A Elite' uma grande evolução. Agora com a história do antigo país em evidência, a Meri com certeza vai lutar pelo que é certo e acabar com esse medo de ser princesa.

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    1. Kiera Cass tenha te ouvido! \o/ Hahaha

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  6. Serie que vale a pena ler. Além de ser um fantastico conto de fada, daquele que toda garota suspira por ter, em suas entrelinhas faz uma analise da sociedade dividida em niveis. Da desigualdade social e o preconceito. Otimo livro, recomendo!

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    1. Bem interessante sim, mas não um dos meus preferidos, apesar de gostar bastante.

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